Na sociedade indígena, educar é viver no dia-a-dia da comunidade: Plantar, escutar dos velhos as històrias das tradições, participar das cerimônias coletivas e caminhar pelo serrado, enfim, tudo que envolve o fazer no cotidiano.

Para isso não existe professor, todo adulto ensina e também aprende. Aprende-se a partir da experiência dos outros e da própria experiência; aprende-se fazendo, brincando-o que torna inseparáveis o saber, a vida e o trabalho.

Sabe-se que toda mudança, toda inovação, gera resistência, principalmente quando se trata de educação para povos diferentes com grande diversidade cultural. Mas a resistência também é uma forma de luta, de aprendizado e de transformação.

As experiências na formação de professores indígenas nos diferentes níveis de ensino e as reflexões acerca das políticas públicas voltadas para educação escolar indígena específica, diferenciada e intercultural, tem sido o eixo temático da educação escolar indígena. Neste cenário devemos colocar em relevo prático e concepções atuais que fazem pensar e repensar pontos importantes do ensino e aprendizagem entre os povos indígenas.

Todos os professores indígenas devem estar voltados para a sua nação e pensar que nós temos o dever de nos organizarmos mostrando que somos capazes de administrar aquilo que nos interessa, pois a nossa missão é muito maior, e que devemos buscar a nossa autonomia dando um basta nas politicagens de acharem que nós somos incapazes e que temos que mostrar a nossa cara – coragem.

Sabemos que a escola da cidade é padronizada, que pouco valoriza os saberes dos alunos e os conhecimentos das pessoas, mas na escola indígenas não podem ser assim, nós temos que valorizar os diferentes conhecimentos, os saberes tradicionais dos anciões, as práticas cotidianas, ensinarmos e aprendermos o que é importante para o nosso povo.

Queremos que a nossa escola funcione de maneira diferente dos não – índios porque ela tem que ser de acordo com a realidade do nosso povo, pois temos que consultar a comunidade porque ela nos pertence na nação indígena.

A escola é muito importante para a comunidade porque na escola o professor ensina as crianças a ler e escrever, a preservar sua cultura sendo assim, a criança que se formam tem o dever de ajudar a sua comunidade com seus novos conhecimentos: Na nossa escola devemos ensinar os alunos para não esquecer a nossas historias, a nossa língua, cultura, também temos o dever de ensinar outras idioma e outras culturas, pois sabemos que vai se deparar com outra realidade. Nós professores indígenas temos que ensinar aos nossos alunos (a) conhecerem as histórias, cultura, musica indígenas, arte do nosso povo. Queremos que os velhos visitem as salas de aulas contando suas historias para que nossos alunos aprendam e não esqueçam os costumes dos nossos antigos.

Maya

Maya.thydewa@terra.com.br

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3 COMENTÁRIOS

  1. Oi parente gostei muito da sua matéria adorei mesmo só assim podemos nos educar nossas crianças,eu e outros demas que estamos estudando para poder adquirir essa funçâo dentro da comunidade e estuda fora aprende adquiri esses novos conhecimentos.
    Como nos temos uma escola diferenciada e é estadualizada nos passamos para os alunos coisa que realmente daqui ensinamos para os alunos de tudo um pouco e que é facil deles aprender no dia-a-dia.

  2. É muito inportante que todos os indios podese ler essa materia assim eles pasariam ada mas valor a nossa escola,anossa cultura e nossas tradições.
    porque hoje a alguns jovens que trocam sua escola na aldeia pela escola da cidade ou seja pela escola dos não indios.isso porque não aprenderam a da valor a escola do seu povo.

  3. Maya querida,

    Gostei de ler sua matéria sobre a escola indígena, eu também penso que a escola pode ser o lugar da discussão e dos aprendizados da saúde.Olha só o que diz um diretor de escola xavante:
    O diretor da Escola Indígena Estadual Adão Toptiro, Rômulo Tseriru’ô, enfatizou o papel exercido pelas parteiras na sociedade Xavante. Para Tseriru’ô, e disse que falta nas escolas a valorização das tradições medicinais do povo A’uwê Xavante. “Até mesmo os professores indígenas têm esquecido práticas pedagógicas necessárias para um melhor ensino sobre a importância do parto indígena, por exemplo. É preciso retomar essas tradições, formando novos professores indígenas capacitados para educar segundo a cultura Xavante”, observou. Um trabalho conjunto com as parteiras, professores e alunos para valorização da grande variedade de ervas medicinais encontradas na região do Cerrado vem sendo realizado nas escolas Xavante. “Ao identificar a flora Xavante, os professores estão trabalhando especificidades científicas de cada tipo de planta. É um trabalho multidisciplinar”, ressalta.
    Muitas informações sobre como as gestantes podem melhorar seus hábitos alimentares para ter uma gravidez saudável estão no livro Ai´Utedzapari´Wa Nõri Parteiras A´Uwê Xavante, que reúne o conhecimento tradicional do povo Xavante e o registro cuidadoso de suas técnicas medicinais, alimentícias e ritualísticas. A obra enfatiza aspectos importantes sobre a gestação dos Xavante, a exemplo dos alimentos proibidos, o papel do homem e as posições em que o parto deve ser realizado. A publicação está sendo lançada durante o encontro. Ai´Utedzapari´Wa Nõri Parteiras A´Uwê Xavante é o termo usado para “aquela que recebe a criança”, ou seja, a mulher indígena responsável por todos os procedimentos medicinais e ritualísticos envolvidos no nascimento de uma criança”. Seria muito importante que as outras aldeias envolvessem as parteiras e os aprendizados tradicionais sobre o parto nas escolas, o que vcs acham?

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