O direito de ter uma educação escolar diferenciada e especifica, dos povos indígenas do Brasil não é à toa, pois são povos que tem uma cultura própria e costumes diferenciados. E por isso que o povo Pankararu de Pernambuco faz por valer esse direito conquistado, através de muita luta, os professores indígenas Pankararu, são verdadeiros pesquisadores de sua cultura, e não são limitados a sala de aula, eles transpõem as quatro paredes.
Através da riqueza cultural, existente no povo Pankararu, não é difícil de ver os alunos em sala de aula, dançando o toré tradicional Pankararu, pois os professores acreditam que através do toré os alunos, adquirem varias habilidades e competências, e também ajuda na afetividade da turma de alunos. Mas tudo isso também, envolve a exploração dos conhecimentos, que os alunos já trazem de casa, do se dia-a-dia com sua família, amigos e comunidade. Então os professores não se limitam, a participação dos alunos é geral, tanto cantando como dançando, pois essa troca de saberes entre professores e alunos, é essencial para um bom relacionamento entre eles.
O mas maravilhoso de tudo isso, é que o simples toré não se limita apenas em dança e cantar, o toré é praticamente interdisciplinar, tem como explorar a matemática, a linguagem, a ciências, a historia, a geografia, a arte e educação física.

Mas para saber desenvolver esse trabalho com os alunos, o professor indígena, tem que ter o perfil exigido pelo seu povo, por exemplo, o professor Pankararu, tem que ser conhecedor da historia de seu povo, ter compromisso, responsabilidade, pontualidade, orgulho de ser Pankararu e, mas do que tudo amar a sua função.
A educação escolar Pankararu é assim, não conta só com seus professores, e sim com toda sua comunidade, seus costumes, sua cultura e tradições, e tem o objetivo de formar guerreiros conhecedores de sua historia, para que no futuro continuem lutando, para preservar sua cultura e costumes, e dar seguencia a uma historia milenar Pankararu.

Alexandre Pankararu
e-mail: alex@indiosonline.org.br

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6 COMENTÁRIOS

  1. Alexandre…,
    Educação e o Sagrado…é sagrado Lutar…é sagrado educar para lutar, é sagrado preservar raízes, pois ela é nossa vida, nossa sobrevivência. Será que podemos falar em Educação sem falar na realidade vivida? Educação e vida se misturam… e a vida de todos nós é de luta, muita luta! A realidade tem que estar presente na sala de aula e estar alicerçada no que é mais sagrado para o povo! Dançar o Toré é conversar, interagir com o sagrado e educar é interagir com a vida!
    Povo Pankararu, esse é o caminho!!!

    “É preciso lutar com AMOR, com PAIXÃO, para mostrar que nossa proposta é profundamente séria e comprometida com a transformação social…” (Paulo Freire)

    Um grande abraço

  2. bom..meu nome eh nicole e tenho 15 anos sou natural de joão pessoal,moro e fui criada em são gabriel da cachoeira no amazonas,estou trabalhando em um projeto sobre literatura indigena gostaria de contar com a ajuda de vocês desde ja obrigada pela gentileza…

  3. PROFESSORES PANKARARÚ É COM MUITA LUTA MESMO QUE NÓS TEMOS MOSTRAR NOSSA HISTÓRIA, PARA NOSSOS FILHOS E PARENTES, FICAREM SABENDO E PODER MULTICAR ESSE CONHECIMENTO PARA OUTRAS PESSOAS.

  4. A cultura não pode ser esquecida.Essa forma de preservação é muito interessante.Gostaria que mandassem email para mim explicando mais sobre a educação indígena e o “toré”.Farei um seminário sobre isso dia 25 de setembro e preciso de mais informações.

  5. Sou professora de Biologia da cidade de São Paulo, estou numa luta sem cessar para ajudar o povo Guarani aqui da capital, estou muito contente que vocês Pakararu estão nesse pé, continue assim pois a terra é de vocês lute por ela, e pela educação diferenciada esse é o caminho.
    Boa sorte.
    Perpetua

  6. Sou professora de Biologia da cidade de São Paulo, estou numa luta sem cessar para ajudar o povo Guarani aqui da capital, estou muito contente que vocês Pakararu estão nesse pé, continue assim pois a terra é de vocês lute por ela, e pela educação diferenciada esse é o caminho.
    Boa sorte.
    Perpetua

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