Dr. Edivaldo Pataxó Hãhãhãe, é um índio que lutou bastante para realizar o seu sonho, de famílias muito simples, teve desde cedo conciliar trabalho com estudos. neto de Desidério umas das primeira lideranças Pataxó Hãhãhãe, expulso de suas terras na época, sofreu bastante, mais a sua fé em Deus, mesmo ficando sem a sua companheira, e com 5 filhos pequenos não desistiu de lutar, ficou viúvo novo, mais não quis mais se casar por motivo da mulher não judiar de seus filhos, fez muitas viagem a Rio de Janeiro reivindicando a demarcação das terras, mesmo assim era muito difícil  na época, ensinou os seu filhos a trabalhar para o próprio sustento a sua filha Judite  mãe de Dr. Edivaldo, conta o quanto foi sofrida a sua história. Hoje com mais de 60 anos se sente realizada junto com seu esposo Sr. José Hamilton, todos os dois, sempre trabalhou cultivando a terra, teve momentos de trabalhar em fazendas dos outros.

Sofreram muita humilhação na vida. até que em 1982 participaram da primeira retomada e nesse período se dedicaram bastante. Com isso Edivaldo ainda pequeno teve de ajudar o seus pais, enquanto os seus irmãos maiores iam trabalhar na roça, ele ia para a cidade de Pau Brasil a 5km, levar  leite que seus pais tiravam das poucas vacas que tinham para vender. montavam no meio de uma cangaia com dois balde amarrado do lado do animal e seguia a missão de todos os dias, com isso ela ajudava a muitas famílias que pedia a ele para comprar algum alimento e produtos na cidade. ele sempre gostou de ajudar seus parentes, não se cansava de fazer favor ao próximo  Foi crescendo. até que o seu pai percebeu que não dava para ocupa-lo mais com trabalho da roça, pois o seu avô Dizidero já diziam -Zé, Esse menino não nasceu para trabalhar com enxada,deixe o menino estudar. Até que seu pai deixou o jovem estudar, o mesmo desde de cedo era muito responsável, logo recebeu a oportunidade de ser professor do colégio da aldeia. Com pouco tempo recebeu a oportunidade para trabalhar na secretária de educação. O ensino médio fazia na cidade de Pau Brasil, teve forte momentos sofrendo censura dos fazendeiros, que tinha um forte preconceito contra agente indígena, alguns momento teve de fujir para não ser agredidos pelos os pistoleiros de fazendeiros. Com o passar do tempo recebeu a oportunidade de ser diretor do colégio da aldeia, trabalhou em um período muito difícil  mesmo assim não desistiu. Fez um projeto em conjunto com as lideranças narrando as dificuldades que os alunos indígenas enfrentavam para estudar na cidade e que precisava de um colégio na aldeia, graça a ele hoje temos um colégio modelo dentro de nossa aldeia.

O CIMI conseguiu duas bolsas de estudo em Cuba, para a área de medicina, Edivaldo e Gloria foi indicado pela a comunidade, os mesmo aceitaram, passou 6 anos estudando, em um país, aonde o idioma era outra, ele teve de apreender uma nova idioma e estudar medicina. não foi fácil  mais ele acreditou e se dedicou, e hoje ele atua na área de medicina. Aqui trabalha em nossa aldeia e dá plantão no Hospital do município de Pau Brasil. Todos os pacientes gostam da forma que o médico indígena atende, elogia, fala que ele examina bem, que as receitas tem a letra legível  até os farmacêuticos gostam do médico. Para a comunidade isso é uma realização  é um orgulho para o nosso povo que já fomos muito humilhado pelos os fazendeiros e muitos que moram no município.

Dr. Edivaldo é índio da etnia Pataxó Hãhãhãe. Um médico exemplar, que já provou que o índio também tem capacidade o que muitas vezes faltam é oportunidade em nosso país. Ele hoje é médico porque teve de ir para Cuba estudar. porque em nosso país os pobres são deixado as margens.

Dr. Edival Índio Pataxó Hãhãhãe- Hospital de Pau Brasil-BA, foto:ARARAWÂ
Dr. Edivaldo Índio Pataxó Hãhãhãe- Hospital de Pau Brasil-BA, foto:ARARAWÂ
Dr. Edival Índio Pataxó Hãhãhãe- Hospital de Pau Brasil-BA, foto:ARARAWÂ
Dr. Edivaldo Índio Pataxó Hãhãhãe- Hospital de Pau Brasil-BA, foto:ARARAWÂ

Foto em Cuba alunos de Medicina

Dr. Edival Índio Pataxó Hãhãhãe- Hospital de Pau Brasil-BA, foto:ARARAWÂ
Dr. Edival Índio Pataxó Hãhãhãe- Hospital de Pau Brasil-BA, foto:ARARAWÂ
Dr. Edival Índio Pataxó Hãhãhãe- Hospital de Pau Brasil-BA, foto:ARARAWÂ
Dr. Edivaldo Índio Pataxó Hãhãhãe- Hospital de Pau Brasil-BA, foto:ARARAWÂ
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A muito tempo lutando em prol do Povo indígena do qual faço parte, até ameaças de morte já recebi. Mas não me calo! pois os espíritos de meus antepassados está comigo. E a proteção de Tupã.

8 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns Drº Edvaldo , pelo exemplo de dedicação e força de vontade , e caminho a ser seguido pelas novas gerações indígenas. Vitória merecida , e inspiração a todos , independente de raça .Mas em especial aos Pataxós Hã Hã Hae mais uma vitória pela garra e perseverança !!!!

  2. Fico muito feliz com essa matéria, o nosso povo agora não vão mais passar humilhação nas filas dos hospitais e até mesmo morrerem a mínguas, por falta de atendimento..Fico feliz pelo o sucesso do nosso Doutor, isso é progresso para o povo Pataxó Hã-hã-hãe, como também temos especialistas em outras áreas, todos indígenas.
    Dr. Edivaldo estou orgulhoso de você meu parente, chegou com muita garra, coragem e dedicação, muito sucessos e felicidade nas suas caminhadas, meu grande guerreiro…!

    Att. Aratimbó Baenã.

  3. Para lograr esta conquista gostaria de dizer que foi muito dificil. Em muitos momentos pensei em desistir pois as dificuldades foram muitas, muito sofrimento que só eu sei e por mais tentasse explicar não conseguiria.Mais por fim conseguir o meu tão sonhado CRM.Hoje com toda dificuldade tento fazer um bom trabalho na minha comunidade, mais os desafios são muitos, agradar a todos é impossiveis, mais tento fazer aquilo que está dentro das possibilidades e que apredir durante os 06 anos de estudos.A carência é grande e que as vezes paramos para pensar, parte o coração, principalmente com aqueles mais necessitados.Mais para mim cada dia é um desafio.Quero me aperfeiçoar para poder prestar uma atenção maior aos meu pacientes.Enfim, ser médico no nosso País é um previlégio de poucos. Por isso ainda não caiu a ficha do que isso representa pra mim. Se eu morresse hoje, não que eu quero que isso aconteça tão cedo, pois tenho muito que conquistar,morreria feliz pois eu conseguir o que para mim parecia impossivel. Tudo isso devo gratidão ao nosso pai Tupã, aos meus pais(José Hamilton e Judite Pataxó),meus irmãos e irmãs, ao Comandante Fidel Castro e opovo cubano pela recepção calorosa,à Comunidade Pataxó HãHãHãe, ao CIMI, a Funai,dentre outros que direto e indiretamente me ajudou.Gostaria de agradecer ao Fábio Titiá que também me deu uma força enorme, que Deus o proteja sempre. E peço a Deus muita inteligência para continuar desenvovendo o meu trabalho que só tenho a gradecer. Obrigado a todos.Um forte abraço

  4. Fico feliz em vê vc trabalhando na nossa comunidade atendendo o seu povo com carinho e humildade sei que lutou sofreu mais chegou no seu objetivo
    que DEUS continue te abençoado e dando força hoje e sempre!!

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