No ultimo dia 02 de Fevereiro, na aldeia Brejo dos Padres, povo Pankararu, teve a estréia do primeiro documentário, que fala dos Pankararu que vivem em seu território tradicional, e os Pankararu que vivem em São Paulo, um filme de Paula Morgado do Laboratório de Imagem e Som em Antropologia da Universidade de São Paulo, e João Cláudio de Sena,cineasta.
Esse documentário, foi idealizado por os Pankararu que vivem em São Paulo, que por acaso encontraram, Paula e Cláudio que adoraram a idéia, e abraçaram esse projeto, até porque nunca ninguém, tinha se preocupado em abordar esse tema. Que fala sobre os Pankararu, que vivem próximo as margens do rio São Francisco (Pernambuco, nordeste do Brasil), que começaram a migrar para São Paulo a partir de 1950, fugidos da seca, da fome e dos conflitos com posseiros de terra. Muitos se fixaram na favela do Real Parque em busca de sonhos e uma nova forma de vida. Próximos ao Rio Pinheiros somam hoje cerca de 500 índios, num total de 1500 espalhados em toda São Paulo.
O documentário pretende ser um caleidoscópio, da visão Pankararu acerca desta viagem que não tem fim, e também mostra as dificuldades e problemáticas, que são vivenciadas por esses índios viventes em uma Cidade Grande, mas nunca deixaram de ser que são, e cultivam com muito orgulho, suas tradições, mesmo vivendo em um lugar diferente, de onde vieram.

A estréia desse documentário teve a presença de, mas de 100 Pankararu, que se deslumbraram, com o maravilhoso conteúdo do filme, e muitos até se emocionaram, pois não conheciam a realidade, que seus parentes presenciavam, em uma selva de pedras. Mas esse filme só pode ser realizado, por causa da Ação Cultural Indígena Pankararu e o Laboratório de Imagem e Som em Antropologia, e do apoio da FAPESP, USP, CUFA e a DASLU.
Só sei que esse documentário, vai servir para mostrarmos para o mundo, a força de um povo, que mesmo longe de seu seio materno, nunca desistiu e nunca esqueceram de suas raízes.

Alexandre Pankararu
e-mail: alex@indiosonline.org.br

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9 COMENTÁRIOS

  1. Queridos parceiros. Fico contente com tantos projetos. Vamos unir forças para que todos Pankararu (e “pró-Pankararu”) só ganhem mais e mais no reconhecimento de seus direitos e sonhos.
    Gostaria de deixar registrado que este trabalho só foi possível graças ao empenho de todos que participaram do video, assim como dos parceiros citados que acreditaram nesta empreitada. Esclareço que o video será distribuido exclusivamente pelo LISA (Laboratório de Imagem e Som em Antropologia) da USP, a partir de abril, e que isso não visa qualquer fim lucrativo, mas unicamente de possibilitar a difusão deste trabalho, conforme é a política dessa instituição.

    Um grande abraço a todos,
    Paula

  2. Esse documentario é uma maravilha, pois fala sb um povo, que mesmo vivendo em uma cidade grande, como são Paulo não deixa de ser quem são, um povo de tradição.E fico feliz, tb pois alguém lembrou da importãncia do povo pankararu e fez seu primeiro documenterio pankararu.E que esse seja o primeiro de varias, até porque os pankararu tem muita historia para contar,. Então quero agradecer, alex por ter feito, essa materia a USP que executou essa ideia, e a todos que diretamente e inderetamente contribuiram com esse filme.
    abraços ao meu povo de pankararu

  3. A máteria ficou muito bacana, acho que o video é muito importante como possibilidade de comunicacao e informacao para os Pankararu que vivem diferentes realidades na Aldeia Brejo dos Padres e na cidade de Sao Paulo.

    parabéns Alex e ao povo Pankararu.

    Aninha Pecci

  4. Olá Galera jovem de pankararu, voces estão indo muito bem! o projeto está lindo, é só o que Pankararu precisava, agora vamos entrar na fase de identificar parceiros para nossos projetos.
    Parabens a todos que estão se dispondo a contribuir,
    Sucesso a todo grupo.

  5. Linda matéria,Alex, parabéns!
    Paula, como a gente pode conseguir uma cópia do vídeo? Eu sou professora da Universidade de Brasília, da Faculdade de educação e ministro uma disciplina, organização da educação brasileira obrigatória para as diversas licenciaturas em que abordo a educação escolar indígena e tento mudar a representação que os professores em formação têm do que significa ser indio hoje…Agradeço se me disser como conseguir uma cópia do vídeo.Obrigada!

  6. Todos que desejem adquirir (por permuta ou compra) o DVD “Do São Francisco ao Pinheiros”, por favor, entrem em contato, a partir de 20 de abril, pelo e-mail: lopes@usp.br

  7. Alex,
    Parabens.
    Esse é o caminho. A divulgação das v/dificuldades, das v/lutas, das v/alegrias, tristezas etc.
    Essa divulgação tem de chegar cada vez mais alto. Os poderosos desse País não podem ficar indiferentes. Têm de reconhecer todas as promessas feitas e não cumpridas. A luta quando é justa é vencedora.
    Falas nos companheiros que vivem nas grandes cidades, como S. Paulo, Por exemplo.
    Esses terão uma responsabilidade ainda maior. Terão de denunciar todas as barbaridades de que vocês são vitimas. Eles estão, provavelmente numa posição preveligiada, para o fazer. Não só porque se movem com á vontade nesse meio, mas tambem por terem amigos doutras etnias que se podem interessar pelas vossas lutas.
    a publicidade quanto maior for, mais incomodo causa. é preciso não desistir.

    um amigo
    ftrindade

  8. Primeiramente quera dar um maru bixaba á todos que lerem esse comentario..

    Queria parabenizar todos os que fizeram esse trabalho maravilhoso,que sem duvidas é um documentário que é importantissimo para todos os indios de nossa tribo, e a todos os indio que participaram desse trabalho que fala do nosso nosso povo pankararu, tanto na aldeia como em São Paulo onde morei durante muito tempo e vim pra Pernambuco onde estou morando no momento, onde estou mais perto do meu povo,minha familia o que é importantissimo pra mim.

  9. Fantástica ideia do DVD !!!

    Nada melhor para falarmos das dificuldades do povo indígena. Gostaríamos muito de conseguir um exemplar do DVD, para o acervo do nosso museu, o único sobre o Rio São Francisco, dedicando um espaço especial aos nossos índios barranqueiros, os primeiros donos do nosso querido rio. UM GRANDE ABRAÇO A TODOS E VAMOS À LUTA !!!

    Antonio Jackson Borges Lima – Diretor fundador do museu
    Rua do Sol, s/n – centro – Traipu-AL – CEP 57370000

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