Nós Tupinambás de Olivença lutamos muito para garantir uma educação diferenciada onde nós possamos entrar de coca dentro da sala de aula possamos perguntar e estudar sobre a nossa própria história, a verdadeira historia dos nativos do Brasil perguntar pra nossa professora (parente) quem foi Marcelino (um martírio do nosso povo que viveu, lutou e morreu pela resistência em cima do nosso território tradicional), onde possamos ouvir os anciões da aldeia falar da nossa historia mais recente, falar sobre as matas , as ervas medicinais, sobre os animais que vivem com medo por causa dos caçadores que ficam aterrorizando a vida deles.
A educação nós sempre tivemos a nossa organização, a própria evolução!Dentro de todos os povos nativos do Brasil, só não tivemos oportunidade de mostrar a nossa capacidade de evoluir. Mais a cada dia estamos mostrando a sociedade a nossa organização para busca nossos direitos uma dessas vitórias é a Escola do Povo Tupinambá de Olivença, uma Escola modelo como disse o ex governador da Bahia na inauguração, com sala informatizada com 13(treze) micros para se trabalhar, “sem condições” pois não temos Internet para nos comunicarmos e mostrarmos. Todos os professores coordenadores e vice-diretores são índios(a) ,mais o diretor não pode ser índio(a) por que a Direc e a Secretaria de educação do Estado não aceita pois a lei deles não deixa, e nós temos que aceitar é a nossa lei e o regimento da aldeia que a escola tem que ter só índio trabalhando. Somos capazes, sempre mostramos isso, então? Não é por “falta de inteligência?” É por que querem que fiquemos sempre dependentes deles. Isso é um falta de respeito, acho que até poderíamos processar o Governo do Brasil por colocar uma propaganda enganosa em todos os lugares dizendo “Brasil, um País de Todos”, e para se diferenciar a escola indígena para a do não-indio se começa do corpo dessa organização. Pensando em organizar nossa Escola foi que marcamos uma audiência com o novo Secretario de Educação da Bahia para o dia 06/ 02/ 2007 as 15:00Hs, foi escolhida uma comissão de 13 indios(a) para sair da aldeia junto com a Cacique Tupinambá Valdelice Amaral, onde iríamos tentar conseguir algumas coisas para organizar nossa Escola para esse ano letivo, mas a FUNAI nucleada no município de Ilhéus que atende as Aldeias Tupinambá e Pataxó hãhãhãe tinha uma audiência no mesmo dia e, desmarcou a deles dizendo que, não iria nenhum índio Tupinambá e nem Pataxó hãhãhãe, que acabou atrapalhando a nossa audiência que foi desmarcada também, e sabendo eles que já tínhamos saído no dia 05/02 para nossa audiência a nossa vantagem foi que fomos atendido muito bem pelo coordenador de Educação Jonas Nascimento que foi a quem expomos algumas reivindicações que, bastante sensibilizado com a nossa luta, ele se dispôs a ajudar no que for possível . Foram feitos varias reivindicações como: “Tem alguns jovens indígenas que estão estudando fora da aldeia, pois a escola indígena até o ano de 2006 se restringia, ao primário (pré-escolar a 4ª serie) do ensino fundamental esse ano terá a 5ª serie mais a 6ª, 7ª e a 8ª e o ensino médio não teremos, mas já é um pedido para o próximo ano”. Outra reivindicação direta ao secretario de educação seria o “transporte escolar que nesse ano passado, ficou só na vontade, pois a distancia da escola para outras comunidades varia de 20 a 70 km”, outra reivindicação que iramos fazer para a Secretaria de Educação seria, a melhoria nas estradas que tem dentro do território tradicional Tupinambá, as condições são razoáveis, e quando chove muito fica pior (mas que conseguimos fazer para o novo Secretario de Agricultura e Pesca Geraldo Simões que nos recebeu sem marcarmos horário e foi muito simpático com todos os parentes ao ceder o espaço, e ouvir nossas reivindicações).
Recebemos do programa PNLD uma boa quantidade de livros didáticos específicos para os parentes, mas precisamos de livros didáticos específicos, produção e editoração de livros e material didáticos específicos do nosso Povo.
Continuação na formação magistério indígena e licenciatura. A nossa escola é vinculada a o DIREC 06, no município de Ilhéus, reivindicamos um setor especifico no município para atender nossas reivindicações desburocratizando os encaminhamentos solicitados.

OBS: Venho informar que estão cientes dessa matéria e responsáveis por essas informações conselho indígena de educação, coordenadores e professores.

Por: Jaborandy Tupinambá
jaborandy@indiosonline.org.br

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6 COMENTÁRIOS

  1. muito boa sua matéria parente aqui m pankararu tambem sofremos esse mesmo problema, de não termos essa diferença em nossa educação, estamos lutando para se realizar nosso objetivo como vocês. continue lutando sempre!!!

    boa mesmo sua materia, fiz alguns ajustes nela, umas pontuações.
    caso vc queira saber mais como postar materia entra em contato comigo, que te passo tudo direito, passo a passo ok.

    Noberto (cõanpank)coordenador do arco digital.
    meu msn é coan@indiosonline.org.br

  2. Jaborandy Tupinambá, parabéns pela sua matéria. Fiquei comovido.
    Não sou índio, mas me considero um homem branco com espírito indigena.
    Acredito que vocês são como anjos, nascidos da terra, com a missão de preserva-la. Anjos da vida. Ao contrários da maioria dos homens brancos que além de estarem tomados por espíritos devastadores, não preservam nada. Nem mesmo a vida.
    Se eu puder ajudar em alguma coisa, conte comigo.

    Julio Malosso Jr

  3. Jaborandy Tupinambá, parabéns pela sua matéria. Fiquei comovido.
    Não sou índio, mas me considero um homem branco com espírito indigena.
    Acredito que vocês são como anjos, nascidos da terra, com a missão de preserva-la. Anjos da vida. Ao contrários da maioria dos homens brancos que além de estarem tomados por espíritos devastadores, não preservam nada. Nem mesmo a vida.
    Se eu puder ajudar em alguma coisa, conte comigo.

    Julio Malosso Jr
    julio@estudiocanal.com.br

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