Sabemos que é difícil acreditar nas decisões tomadas pelo Ministério da Justiça (FUNAI), mais felizmente temos obrigações de zelar pelo que é nosso e é isso que agora no momento estamos tentando fazer, depois de uma longa história liderada pelo nosso heróico MARCELINO, e pelos antepassados aqui existentes.
Ao longo do processo de reconhecimento sofremos muito principalmente se tratando do “racismo”, lutamos, tivemos e temos sangue de guerreiro em nossas veias, e não é agora depois de tanta luta, suor e sangue derramado a meio a tanto sofrimento que iremos nos entregar de corpo e alma para “esses latifundiários e empresários que se dizem ofendidos com tal decisão da justiça”. Existe desde 1999 um grande caminho trilhado com perseverança e amor a causa. Esclarecemos ainda a afirmação da Sra. Célia Gimenez (antropóloga dos fazendeiros), que o índio se auto identifica, e não e cacique, liderança, nem mais velho que vai dizer a sua etnia, existe para isso um grande auto reconhecimento que é o da Cultura e tradição, problema de quem não nos enxerga com esses olhos, mais enquanto tivermos pernas firmes e braços livres lutaremos sim, e não é estudioso nenhum que vai dizer o que fizemos nem o que devemos fazer para mantermos nossos costumes, crenças e tradições. Lembramos ainda que existem outros LIDERES de Fazendeiros(o Sr. Alcides Kruschewsky, Marcelo Mendonça, Ângela Souza(Deputada Estadual) e Armando Falcão(Fazendeiro de Buerarema)) que está colocando palavras na boca dos nossos parentes, aqueles trabalhadores rurais que tem o auto sustento do pequeno trabalho escravo ordenado pelo mesmo, a troca de um “mísero salário”. Além de estar pressionando e, sobretudo obrigando nossos parentes a desistir do único benefício que existe hoje para nós, que é o atendimento da FUNASA (Fundação Nacional de Saúde), atendimento este que presta serviços relacionados a saúde do nosso povo, como segue relação em anexo. Lembramos ainda que dois dos lideres acima citados são políticos e vivem de influências ao povo TUPINAMBÁ para garantir o voto. Esclarecemos ainda que o nosso território segundo os nossos anciãos seria sete léguas em quadro que daria setenta e quatro mil hectares, mais após acordo com os nossos parentes, chegamos ao consenso que os hotéis, praias e pousadas ficariam fora, sendo utilizado só cinco kilômetros de praia, parte da Vila de Olivença(praça, igreja, cemitério,balneário, centro cultural) e os manguezais.
Pedimos com urgência força na nossa demarcação pois, após tal ação concretizaremos um sonho que a anos estamos lutamos, melhorando assim o atendimento a nossa saúde, como por exemplo: envenenamento dos rios, desmatamento das nossas reservas, invasões aos manguezais para construções de pousadas e hotéis, desnutrição dos nossos curumins, trabalho semi-escravidão, e ameaças as nossas lideranças coagindo os nossos direitos de ir e vir dentro da nossa aldeia. Lamentamos muito não ser tratados como seres humanos mais infelizmente é a nossa realidade, dependemos muito do apoio de vocês para vivermos dignamente. Atenciosamente,

COMUNIDADE TUPINAMBÁ DE OLIVENÇA

POSTADO POR: MURYCY TUPINAMBÁ
E-MAIL: wel-tupinamba@hotmail.com
cel: (73) 9976-7582

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