Entre os dias 20 e 22.12.07, eu e demais representantes indígenas dos quatro cantos do país nos reunimos em Brasília para firmar uma organização indígena de nível superior com atenção voltada aos parentes do mesmo nível.
Esta organização chama-se CINEP – Centro Indígena de Estudos e Pesquisas, cuja atribuição primordial é buscar parceria com Universidades Públicas e Particulares, Instituições Públicas e Privadas e ONG’S a fim de ofertar condições necessárias para graduação (inserção e conclusão) e demais elevações acadêmicas. Dentre as metas traçadas, inclui-se um mapeamento geral, a nível nacional, para sabermos quantos indígenas existe no Brasil com 3º grau em andamento (quer seja fase inicial ou em conclusão) ou já concluído, e destes quantos têm propostas para seu povo ou que possa colaborar com outro povo.
A idéia é viabilizar projetos, inclusive pesquisas, de “índio para índio” no intuito de coibir o número de pesquisadores não indígenas em nossas terras, onde alguns deles querem apenas se auto-promover e não realizam benefício algum para o povo que foi objeto da pesquisa. Quando é um índio, a gente sabe como puni-lo se não for honesto… O primeiro grande passo já foi dado, mas para dar-mos continuidade, precisamos da colaboração dos parentes no sentido de nos “apontar” quem são esses universitários e como faremos para localizá-los.
Quem puder nos ajudar, pode passar as informações para meu e-mail
Cristiane Julião – Povo Pankararu

juliaopankararu@yahoo.com.br (e-mail e msn).
Muito obrigada e com certeza nos veremos em breve!!

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8 COMENTÁRIOS

  1. Em muitos povos indígenas, já passaram vários pesquisadores que só pensaram em si próprio ou nos Centros de Pesquisas que os mesmos trabalham. Por conta disso é necessário sim nós indigenas sermos pesquisadores de nossas vivências, que de fato envolverá tanto os interesses profissionais do pesquisador como tb algo que insentive e valorize as causas indigenas.

  2. Queria contribuir com esse link, que contém o artigo da Professora Arneide, da Universidade Federal de Rondônia: http://www.cei.unir.br/artigo84.html onde ela fala sobre a ética na pesquisa e apresenta alguns pontos de reflexão para os pesquisadores nas aldeias…Se vcs estão buscando parcerias, muitas conversas ainda precisam ser feitas!

  3. Um grande passo foi dado, o mais importante agora é unir
    forças para fazer valer nossos direitos e nos tornarmos promotores da continuidade de nossos costumes e valores; também não podemos esquecer dos nossos deveres.

    Grande abraço!!!

  4. Parabéns Cristiane pela iniciativa e pelo grito de guerra. Nós de pankararu sabemos muito bem que há pesquisadores que passam vários dias na aldeia coletanto material de pesquisa e depois some! nada de devuluão da pesquisa para comunidade. A pesquisa quando bem intencionada e direcionada á bem da comunidade poderá pruduzir boas sementes, que semeada na aldeia brotará plantas fortes com capacidade de garantir a vida e o registo na terra mãe.Para que isto aconteça em nossa aldeia os estudantes que terminaram o nivel superior poderia realizar perquisa na nossa aldeia com o ojetivo de registra passar para escrito o que temos de riquesa cultural. isto servirá como documento que nós existimios, depois faser um ensaio dá coleta de pesquisa e em seguida faser um livro pankararu com escritores pankararu isto deve ser feito em grupo aberto com os mais velho da aldeia que são as pessoas que sabe da nossa história.

  5. Estimados senhores,

    Sou portuguesa, investigadora, não descendo de índios mas de outras misturas, mas creio que isso até nem vem aqui ao caso. Antes de mais aplaudo a iniciativa: muito bem! Um passo fundamental para que as comunidades ameríndias brasileiras ganhem mais peso e se tornem mais presentes não apenas no contexto nacional brasileiro, mas até mais além…
    Tenho-me interessado por estudar, tanto quanto possível, com alguma isenção, a história da educação do índio brasileiro – refiro-me aos métodos de instrução usados – e penso até, se mo for permitido, contribuir para a aplicação, no presente, de novas linhas de acção.
    Só quero acrescentar isto: respeito e compreendo a vossa decisão, mas não rejeitem por completo a colaboração de investigadores não-ameríndios. Podem até ser em menor número, mas ainda assim poderão vir a ser um contributo fundamental no futuro…

    Finalizo reiterando os meus parabéns pela iniciativa.

    Ass.
    Ana Leitão
    Fac. Letras – Universidade de Lisboa

  6. Tiaaaa Crisssssssss

    PARABÉNS
    se Deus quizer estarei ao seu lado nessa luta por nossos índios universitários!

    Grande Beijo

  7. Sou professora na UnB e desde 2004 participo do projeto Rede Brasileira de Instituições de Ensino Superior para Povos Indígenas, junto com a professora Hellen Cristina de Souza (MT- Tangará da Serra). O projeto vem crescendo com a participaçao de estudantes indígenas e não indígenas. Temos propostas parecidas. Gostaríamos de contribuir com seu projeto. Participaremos, agora em julho, do evento na UnB. Sorte para todos. Bom trabalho.

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