Só poderão ser removidos os índios de suas terras tradicionais ad referendum do Congresso Nacional, em catástrofe ou epidemia ou por deliberação do Congresso em caso de Interesse da Soberania. Embora a lei máxima, nossa Constituição Brasileira, garanta aos índios suas terras o Delegado Federal em Ilhéus, Dr. João Vianei estará cumprindo um mandado para retirar os índios de suas terras.

Os índios Pataxó-Hãhãhãe não estão sofrendo nenhuma epidemia fora à ambição dos latifundiários que roubam constantemente suas terras
e tiram suas vidas. Os índios não estão vivendo uma situação de catástrofe se não for àquela mesma que os massacra com injustiça desde mais de 500 anos.

Não houve ad-referendum do Congresso, mas sim um acordo mafioso entre as forças abusivas de nosso Brasil que continuam fazendo a justiça do dinheiro. Não há interesse da Soberania neste caso, mas sim o interesse daqueles que já milionários não tem coração para permitir aos índios viver no seu território ancestral e tão necessário para sua sobrevivência.

Mais uma vez, policiais federais estão prontos para invadir as terras dos PATAXO. A primeira invasão foi a de Cabral, a segunda dos Fazendeiros e agora as sucessivas invasões das forcas armadas investidas com “documentos jurídicos” que contradizem nossa constituição. Todo indica que nestes próximos dias, as armas de fogo dos Policiais confrontarão as madeiras dos índios que só buscam em sua própria terra o alimento e a paz.

Em que Brasil vivemos? Como é possível que o Supremo Tribunal Federal esteja desde o ano de 1982 protelando este caso, permitindo assim o assassinato de 18 lideranças indígenas que foram tombadas defendendo os direitos de sua comunidade? Muitos foram os feridos nesta caminhada. Muitas foram às vezes que a policia entrou brutalmente na área dos Pataxó e parece que a CATASTROFE não tem fim.

Sebastian Gerlic

Para mais informações pode telefonar para o único orelhão que existe na área indígena 73 3273 2550. Pode ler mais sobre o assunto em: www.indiosonline.org.br , um canal que os índios estarão constantemente publicando suas informações.

Solicitamos a mobilização nacional e internacional para divulgar nossa realidade e pressionar as autoridades.

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5 COMENTÁRIOS

  1. São ações que refletem uma visão conservadora(sempre de péssimas políticas!!!!!), que sempre resulta em perdas culturais e desestruturações sócio-políticas das sociedades indígenas brasileiras, parabens Sebastiam pela iniciativa de seu trabalho, estou divulgando o problema em São Paulo. Espero que isso ajude, um forte abraço.

  2. INDIGNAÇÃO.
    Muito bonito, malhar os fazendeiros e coloca-los como pessoas inescrupulosas,sem alma e sem caráter.
    A comunidade indígena, alega que tem documentação da demarcação da reserva de Itajú do Colônia.
    PROVÉM!
    ONDE ESTA REGISTRADA ESTA DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDIGENAS? ONDE ESTÃO, ESTES REGISTROS DE DEMARCAÇÃO QUE NEM O PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL TEM CONHECIMENTO.
    Os juizes que liberam as liminares a favor dos fazendeiros da região das alegrias, não são INCONSEQUENTES E INESCLUPULOSOS, que perseguem a comunidade indígena, eles agem seguindo a lei.
    As fazendas que os caciques alegam fazer parte de uma reserva, que nunca existe, tem cadeia sucessória de documentação, há mais de cem anos, registrados em cartórios das comarcas de Pau Brasil,Itororó e outras cidades. Os funcionários empregados dessas fazendas, possuem carteira assinada e registrados em todos os setores exigidos pelo ministerio do trabalho.O gado existente nas propriedades é acompanhado e monitorado pela ADAB, que é o setor competente e responsável, que controla o rebanho bovino no estado da Bahia.
    Os indígenas alegam, que nós fazendeiros, somos malfeitores. No entanto foram os índios que chegaram na região das alegrias no município de Itajú do Colônia, no dia 24 de janeiro de 2006, invadindo as fazendas, usando munição e armamento pesado, atirando e ESPALHANDO MEDO e AGREDINDO funcionários com murros, ponta- pés,tacas de cavalo e pedaços de madeira. Meu marido estava entrando na fazenda de sua propriedade e sem saber o que estava acontecendo, foi recebido com uma escopeta em direção a sua cabeça, felizmente a pessoa (ÍNDIO) que estava manuseado a arma, era inexperiente e meu esposo graças a DEUS teve a coragem, de avançar com o carro em fuga, sendo alvejado por mais de 20 tiros de armas pesadas, onde o mesmo, mais um amigo que estava junto a ele, contavam as balas se espatifando no cascalho da estrada, onde eles andavam em zig-zag para não se tornarem VÍTIMAS DOS ÍNDIOS, que alegam perseguição e maus tratos por parte dos fazendeiros.
    As vítimas citadas acima apresentaram queixas na delegacia de Itajú do Colônia e na Polícia Federal em Ilhéus, a documentação está à disposição de quem quiser contestar os fatos acima relatados.
    O vaqueiro que sofreu a surra na frente de seu filho de sete anos de idade, (que implorava juntamente com sua mãe que parassem de bater em seu pai), foi atendido no hospital da cidade de Itajú do Colônia e foi encaminhado pelo delegado, da já cidade citada, para exame de corpo de delito na cidade de Itabuna, onde tudo está registrado e devidamente documentado.O agredido, foi encaminhado para o Hospital Calixto Midlej para exames mais minuciosos e acompanhamento médico,pago por sues patrões, considerados pelos indígenas como pessoas inescrupulosas e indignas.
    Os fazendeiros não são monstros perseguidores de índios. São pais de família e pessoas descentes das comunidades em que residem, são cidadãos, que pagão imposto e adquiriam suas propriedades por meio de compra ou herança de família. Somos descentes e é inadmissível que sejamos tratados como marginais, seja por caciques ou por quaisquer pessoas que façam o mesmo, sem respeitar os nossos direitos. Não somos “índios de carteirinha” que são protegidos pela NAÇÃO (FUNAI), mesmo cometendo delitos graves,mas somos BRASILEIROS e temos direitos.
    Não aceitamos ser marginalizados, ofendidos e agredidos, com acusações infames e oportunistas. Exigimos retratação dos provedores do cite que permitiu a difamação e injuria por parte das pessoas que escreveram o texto colocando os fazendeiros da região das alegrias que faz parte do município de Itajú do Colônia, Bahia – Brasil, em situação constrangedora.
    Quem escreve este esclarecimento, é uma professora da rede municipal da cidade de Barro Preto-BA, mãe de duas crianças maravilhosas e esposa de um homem exemplar, que com o suor do seu rosto, se tornou um fazendeiro da região das alegrias, município da cidade de Itajú do Colônia, que TEVE SUA PROPRIEDADE INVADIDA NO DIA 24 DE JANEIRO DE 2006.
    Sou descendente direta, junto com os seus filhos, de índios, da tribo dos Hãhãhãe, do Sul da Bahia.
    Sempre respeitei esta comunidade, como educadora e como mãe de família, sempre relatei para os meus filhos e pessoas em geral que fazem parte do meu dia-a-dia a minha origem, de ambas as partes da família, sou miscigenada sim, sou brasileira e exijo ser respeitada como tal, sem ficar usando o meu material genético, para conseguir benefícios.
    Estudei e trabalho para garantir o meu pão.
    RESPEITEM-ME E RESPEITEM A MINHA FAMÍLIA NA MESMA PROPORÇÃO QUE RESTEITO A SUA COMUNIDADE INDIGENA.
    Parem de marginalizar os fazendeiros da região das alegrias.
    E deixem que a justiça diga quem está com a razão.
    COMUNIDADE INDIGENA OU FAZENDEIROS.

  3. Estou estarrecida com tamanha, honestidade dessa ruralista, salvadora da pátria, zelosa dos bons costumes e detentora da moral. Achei um disparate e até mesmo um afronto a sociedade, quando a mesma clama pela “justiça”, para distinguir o que é certo ou errado, concordaria com você Tereza plenamente, se a justiça brasileira não fosse tão vulnerável, a ponto de existir mensalão nas mesas do dom kixote para pagar pessoas influentes, detentoras de fontes de poderes ecléticos, para caçar direitos indígenas, como são feitos há todos os instantes.
    Você, talvez não tenha tomado fazenda alguma, mais com certeza no ato da transação de aquisição, sabia perfeitamente da origem das terras, que ,talvez seus antepassados, mutilaram , mataram índios e até violentou índias, satisfazendo suas luxurias, ficando assim com o que lhe pertenciam, sendo você a detentora e mãe da honestidade, deveria jamais compra ou aceitar como herança o que nunca foi sua, a não ser que eu não esteja entendendo o que é de fato honestidade.
    Deixe de hipocrisia, que você nunca foi e nunca será honesta. Estará à mesma muito longe do que pregou Cristo em sua peregrinação sobre honestidade.
    Os fazendeiros são os salvadores da pátria a ponto de deixar seus empregados morrendo na fila do SUS, para não ter que pagar um consulta referente uma doença que adquiriu em suas fazendas, sem falar que sendo demitidos têm que amargurar a justiça do trabalho para receber o que é de direito, e vocês patroas quando chegam às sedes parecem que a pobre mulher do vaqueiro é sua escrava e no fim do dia não dar nem muito obrigada. Falo isso por experiência própria, uma vez que meu pai sempre trabalhou em fazendas, meu irmão perdeu o olho na fazenda de Luiz Garcez, não sendo minha mãe para pagar despesas, com: a prótese até hoje estaria com a face deformada, por isso, deixe de vilania mascarada. Os índios não devem respeito nenhum a vocês, muito pelo contrario, vocês que são invasores.
    Será, que o direito a propriedade.
    Está acima do direito a vida, proposto por cristo?

  4. PARA SEBASTIAN

    Amigo tive a satisfação em determinada oportunidade te conhecer, eu curso direito na Universidade Federal da Bahia e sou descendente desse povo tão sofrido. Estou mim comunicando com você, pois, tenho que fazer um projeto de pesquisa para a UFBA, e pretendo abordar a questão da “tutela do índio”, que pertence a FUNAI e até onde realmente a FUNAI defende os interesses dos índios, e se o órgão tem realmente legitimidade para ser representante dos interesses indígenas. A meu ver acho que ela deixa o índio fora de varias discussões onde deveriam os mesmos participarem mais, ativamente. Não seria o meu de deixa o índio alienado? Afinal de contas esse órgão foi designado pelo governo e não pelos índios, uma vez defendendo o governo em 1° lugar. Por favor, mim mande uma matéria sobre o assunto, seria um prazer levar esse tema para a monografia e quem sabe defender com tese de um futuro mestrado.
    Por favor, faça contato!
    71-3235-3715 ou 9978-9141
    patymoraes@superig.com.br

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