Aldeia Indígena do Povo Tupinambá de Olivença – Olivença – Ilhéus – Bahia

Objetivo: Reverenciar os nossos mortos no massacre comandado pelo Governador Geral do Brasil, Mem de Sá, (1558 a 1572). Conhecida como Batalha dos Nadadores. Uma carta foi escrita ao Rei de Portugal pelo próprio punho do governador onde ele dizia de forma triunfante, “ uma légua de corpos estendidos, e o mar ficou vermelho com o sangue dos “gentios” (termo usado quando se referia a não judeus),…”.

A Caminhada se faz em 9 km de extensão pela praia, com saída de Olivença, peão da nossa aldeia, até o Rio Cururupe, com a presença de indígenas de várias etnias, instituições governamentais e não governamentais, e convidados. Cada ano aumenta o número de pessoas interessadas em conhecer nossa história, que durante anos sufocados, esteve atravessada em nossas gargantas.

Acontece todos os anos no último domingo de setembro. Na ocasião acontecem rituais, feira cultural, apresentação de documentários (filmes, peça teatral, etc.:).

Também, é lembrado um importantíssimo líder Tupinambá, conhecido por Caboclo Marcelino, marco da resistência do nosso Povo no séc.XX (entre a década de 10 e 20), onde tentou impedir a construção de uma ponte sobre o Rio Cururupe. Foi caçado como animal selvagem rendeu-se e foi levado para algum lugar, que ninguém sabe ao certo, enfim, foi dado como desaparecido.

Yakuy Tupinambá

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