Meus caros parentes, amigos, admiradores e militantes. Venho por meio deste repudiar está lastima de desvio de verba que vêm ocorrendo com a verda pública que deveria ser direcionado a Saúde Indígena. Mostrar também a minha indignação referente a este fato, pois precisamos tomar uma atitude drasticamente para sanar esse “câncer” que continua devorando o dinheiro da saúde indígena.

Pois segue abaixo uma matéria que saiu hoje 26 de Janeiro de 2012 no Jornal O GLOBO, que retrata a atual situação da corrupção que vêm jogando a verba pública de nossa saúde pelos ralos dos bolsos dos verdadeiros bandidos e nos deixando na UTI’s a mercer.

BRASÍLIA – Documentos e depoimentos obtidos pelo GLOBO apontam para a existência de esquemas de desvio de recursos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e do Ministério da Saúde em pelo menos nove dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) distribuídos de Norte a Sul do Brasil, além de ONGs que receberam dinheiro para ações de saúde indígena. As fraudes estão concentradas no serviço de abastecimento de combustível de barcos e veículos, compra de alimentos e pagamento por horas de voo para o deslocamento de pacientes, médicos e insumos. Apenas o contrato nacional de combustível, firmado entre a Funasa e a Ticket Serviços S/A, pagou, nos últimos 4 anos, R$ 142,5 milhões nos 26 estados e no Distrito Federal.

As fraudes, de acordo com farta documentação elaborada por fiscais e gestores da Saúde ao longo de 2011, teriam beneficiado servidores públicos em postos de chefia, empresários e lideranças indígenas, que recebiam sua “cota de combustível” como “cala boca” preventivo ao péssimo atendimento de saúde, relatam procuradores da República e agentes federais com atuação na Amazônia Legal.

Enquanto o dinheiro escorre no ralo da corrupção, o Dsei Javarí, na segunda maior área indígena no país, com 4.915 moradores, contabilizou, entre 2010 e 2011, 255 nascidos vivos e 33 mortes por desnutrição aguda, diarreia e pneumonia de crianças entre 1 e 5 anos – 1,2 mortes para cada dez nascimentos.

As irregularidades prosperaram no uso do Ticket Car, cartão de pagamento de combustível para veículos terrestres e fluviais. Em Manaus, por exemplo, os cartões dos servidores públicos caíram nas mãos de intermediários, que administram postos que atendem à Funasa. Em 05 de abril de 2011, por meio do memorando 017/2011, um fiscal de contrato relatou a existência de veículos parados, no Dsei de Manaus, mas que continuavam “rodando” e sendo abastecidos de maneira fraudulenta.

Ofícios que autorizam pagamentos são recolhidos

Foi o estopim para a descoberta de 53 cartões de abastecimento, que ficavam sob controle do Posto Sideral, em Manaus. O estabelecimento pagava créditos de combustível para contas bancárias indicadas pelos chefes dos distritos indígenas, conforme admitiu ao GLOBO o encarregado administrativo do posto, Landy Rodrigues Lima. Dinheiro que, em tese, servia para subsidiar o abastecimento de veículos no interior do estado.

— Eles deixavam (os cartões) aqui e, no fim de semana, buscavam. Ninguém entendia o porquê. Eu só fazia passar o que eles pediam para passar. A gente fazia a intermediação — diz Lima, que não sabe quanto o posto ganhava na intermediação.

O MPF descobriu que os chefes do Dsei emitiam ofícios para liberar os créditos de combustível. Porém, no final do mês, funcionários do distrito recolhiam nos postos os ofícios de forma a sumir com as provas, informa um procurador da República. Técnicos do Ministério da Saúde, ouvidos pelo GLOBO, detectaram procedimento semelhantes nos Dseis Tefé e Parintins. Um servidor, que pediu anonimato, conta que o dinheiro também beneficia lideranças indígenas. É a cota de combustível.

Os desvios agora revelados reforçam um histórico de fraudes no atendimento de saúde indígena. Apenas quatro investigações federais, concluídas nos últimos dois anos no Amapá, Rondônia e Roraima, apontam prejuízo de R$ 13,6 milhões. São desvios na compra de alimentos, pagamentos de horas de voo, e serviços sem execução comprovada.

Foram detectados indícios de desvios em combustíveis, uso fraudulento de cartão de abastecimento e pagamentos irregulares por serviços nos Dseis Médio Rio Solimões e Afluentes; Araguaia; Minas Gerais/Espírito Santo; Cuiabá; Xavante/MT; e Médio Rio Purus. A documentação seguiu para Brasília. O coordenador nacional dos fóruns de conselhos distritais de saúde indígena (Condisis), Jorge Marubo, confirma as irregularidades e diz que há grande resistência – inclusive entre lideranças indígenas – para estancar a sangria.

– Para romper esse sistema de desvio de recursos é muito difícil. Alguns indígenas se envolvem nisso, querem manter o sistema da Funasa. Há muita dificuldade para a organizar a mudança – diz Marubo, que vive no Vale da Javarí, região que, segundo ele, tem o pior atendimento de saúde indígena do Brasil.

http://oglobo.globo.com/pais/dinheiro-para-saude-de-indios-abastece-fraudes-3730173

Fonte: O Globo

Isso é uma vergonha, pois enquanto temos parentes indígenas perdendo a vida nos corredores de hospitais e até mesmo nos Postos de Saúde, por falta de atendimento e negligência dos nossos direitos. Tem “pessoas” bandidos ( servidores públicos em postos de chefia, empresários e infelizmente algumas lideranças indígenas) roubando a verba pública que seria direcionado a Saúde Indígena.

Eu espero que os verdadeiros culpados sejam presos e púnidos rigorosamente conforme a Lei.

 

Edcarlos Pereira do Nascimento – (Carlinhos – Pankararu)

edpankararu@hotmail.com

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4 COMENTÁRIOS

  1. Pega Ladrão!!!, espero que esses verdadeiros bandidos paguem pelo que vem fazendo conosco, isso é realmente um câncer, que esta se alastrando por todo Brasil. Enquanto uns são beneficiados com suas fraudes as populações indígenas vem sofrendo, morrendo, só Deus por nós.Por isso algumas pessoas falaram aqui em Pernambuco, me digam na verdade qual o direito do índio em relação a saúde publica? pois os vejo morrendo a minguá, mendigando medicamentos, ou dormindo em portas de hospitais para conseguirem uma consulta. Eu simplesmente me envergonho ao ouvi isso, pois é a pura realidade,estão brincando com a saúde indígena , fingem que cuidam do índio, e nós fingimos ser cuidados, vergonha, vergonha, vergonha, que país é esse?

    Patrícia Pankararu
    Gestora da Rede Indiosonline

  2. ficou meio triste, por que esta semana minha filia passou mal , Funasa não tinha nem trasporte para levar paciente ate no hospital ,é nem remédio , trasportei a minha filha em uma moto ,no sol muito quente ,é menina passando muito mal !
    é muito crisítico

  3. Essa é apenas a ponta do iceberg que se desprende e vem à tona neste momento, enquanto isso vidas se perdem acometidas por problemas de saúde que perseguem e perduram nas populações indígenas desde a invasão européia aos trópicos brasileiros, quantas vidas foram e serão necessárias ainda, para que corruptos desprovidos de senso ético, humano, social tenham suas contas acrescidas através de enriquecimento ilícito.
    Vidas não têm preço, espero que este não seja mais um desses casos que param nos arquivos de algum tribunal, enquanto isso a saúde indígena anda a passos lentos rumo aos princípios da universalidade, equidade, integralidade, propostos pelo Sistema Único de Saúde SUS.

  4. SAGRADA ÁRVORE DA VIDA (ORAÇÃO INDIGENA)

    Sagrada árvore da vida ensina-nos a
    Enraizar-nos e a caminhar em equilíbrio.
    Ensina-nos a partilhar nosso abrigo, comida, nosso ar.
    Ensina-nos a concordar e a ter compaixão
    E amor por nossos irmãos e irmãs.
    Ensina-nos a ser gratos por todos os presentes
    que recebemos e, lembra-nos de orarmos.
    Ensina-nos a permanecer fortes e
    Ricos pelo Grande Pai Sol.
    Ensina-nos a partilhar e a viver como um só.
    Sagrada árvore da vida, obrigada por toda sua
    Sabedoria e por toda vida que você nos oferece.
    “Solo la gente materialista es la que busca construir refugios. Aquellos que tengan paz en sus corazones ya están en el gran refugio de la vida” -Indios Hopi

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