No século XVII, o vale do São Francisco estava ocupado por vários grupos indígenas: No Baixo São Francisco estava os Natu, Caxagós, Kariri, Aconans, Karapotó e Xocó. No Médio São Francisco estava os Abacatiaras, Vouvés, Romariz e Prakió. No Alto São Francisco, Xacriabá, Tuxá, Rodelas, Pankararús e outros. As tribos foram dizimadas pelos curraleiros, criadores de gado, fazendeiros e bandeirantes, que ocuparam o Rio São Francisco em território indígena, para fazerem propriedades. Na falta da mão-de-obra colonial, os indígenas foram utilizados nos engenhos de cana-de-açúcar no trabalho escravo, inicialmente no litoral. No sertão do São Francisco os indígenas foram servir os fazendeiros na criação de gado, trabalhando como vaqueiros e boiadeiros. Muitas tribos foram dizimadas pelos bandeirantes por resistência do indígena a exploração, teve grupos que fugiram para o Norte. Outras tribos foram obrigados aceitar essa nova condição de vida ou a miscigenação, transformando aldeias em povoados, vilas, que já na épocas da república passaram a ser cidade. As tribos sobreviventes estão no sangue brasileiro. Nhenety Kariri-Xocó.

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