As Dificuldades do Jovem Indígena Universitário

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Muitas vezes as dificuldades que um jovem universitário enfrenta, é o principal motivo que
até o-leva a desistir de cursar a faculdade pois a dificuldade financeira é o principal motivo da de sistências da maioria dos jovens , é o que conta a maioria deles.
Sem contar com os outros problemas que os afetam, alguns deles contam que é difícil conseguir acompanhar os outros colegas de classe por conta do próprio ensino, pois a escola indígena na qual o índio estuda tem um método de ensino muito fraco, e totalmente diferente daqueles seus colegas freqüentaram que provavelmente foi um método de ensino super qualificado e dos melhores.
Alguns contam a respeito dos preconceito pelos quais são obrigado á passar, pelo fato de ser indígena, que também acaba sendo uma dificuldade muito maior e interferindo de uma maneira emocional, ainda mais grave nos estudos dos jovens.
A idéia de ser um índio vem á ser uma vitória para aquele que consegue chegar na universidade, pois são poucos aqueles que encaram esse que eu defino como: desafio, pois a universidade, vem á exigir bastante de nós, pois é preciso ser muito forte e estar super preparado para poder-lhe dar com tamanhas mudanças na vida, e alguns não são forte o suficiente e acabam fraquejando antes mesmo de concluir o primeiro ano do curso.
Alguns universitários indígenas desistem por conta dos preconceitos que sofrem, pelos próprios professores e também pelas dificuldades financeiras vem a ser muito mais grave do que se pode imaginar, e essa sociedade ignorante insensível e preconceituosa vem á destruir o sonho tão sonhado dos nossos jovens indígenas que nem se quer vem á concluir o seu tão esperado sonho de se formar para ter um futuro melhor e através disso poder mudar, o futuro também da sua aldeia.

Ana Claudia de Souza/Guarani
ajindo@gmail.com

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12 comentários

  1. Ana Claudia , muito importante e interessante essa sua matéria. Todos nós sabemos , brancos , negros e indios , que , mais doque nunca , o estudo faz muita diferença , abre nossas mentes , amplia horizontes e também nos mantem atualizados de muitas coisas. Infelizmente sabemos que existe uma dificuldade muito grande para maioria da população , de poder pagar uma faculdade para os filhos , ou mesmo um ensino qualificado , profissional.Porém , jamais devemos desistir de nossos sonhos , sacrifícios, fazemos todos os dias , em todas as áreas e acredito que ” Sem o esforço da procura , não haverá a alegria do encontro” Qto a vcs povos indígenas , sei que é tudo bem mais difícil , mas também o sabor da vitória é outro , preconceitos , baixa auto-estima , não vão impedir vcs de chegarem lá e se destacarem dos demais. Existe e sempre existirão pessoas para ajudar vcs nessa cimhada e vendo seus esforços. Ainda ontem na tv tivemos um exemplo disso: A Advogada indía : Joênia Wapichana mereceu todo destaque em jornais e tv nacionais e estrangeiros ,
    ao defender no Supremo Tribunal de Justiça ( STJ )a causa da demarcação contínua da área Raposo Serra do Sol em Roraima . Espelhem-se nela e nos inúmeros irmãos indígenas de vcs , que tambem passaram porisso e hoje servem de exemplo para juventude indígena. Um abraço , e Força e Perseverança !!!!!

  2. Muito importante o que você disse Ana!
    Parabéns pela materia!
    Você falou de uma realidade hoje no Brasil…
    conheço vários parentes que enfretaram todas as dificuldades que você citou acima e várias outras…o preconceito é algo muito forte!

    É preciso ter força para não permitir que o olhar dos preconceituosos faça
    os parentes desanimar!

    Lembrando a frase de protesto dos estudantes indígenas de Brasília na época da ditadura militar:”Posso ser o que você é sem deixar de ser o que sou”.

    Resistência!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Sei exatamente o que você está dizendo, eu não sou jovenzinha como vc, mas, resolvi retomar meus estudos, devido a necessidade de buscar outros conhecimentos para ajudar melhor em nossas questões, já havia me cansado de participar de vários congressos, seminários, forúns, congressos, e depois de estabelecidas diretrizes saber que foram todas engavetadas, que nossa fraseologia para eles é “oca”, como de uma criança, que deseja atenção, ela chora, alguém vêm lhes dar um doce, e dai ela fica calma e esquece. Hoje, estou no 3º semestre de Direito na Universidade Federal da Bahia, tenho enfrentado inúmeras dificuldades, além da financeira, a questão de adaptação na cidade grande, como uma capital.
    O governo com sua política de cotas, que não concordo plenamente, por entender que isso também, fomenta a exclusão, o que se precisa fazer na verdade, é melhorar a qualidade do ensino público para todos, sejam indígenas, negros, ou pobres. Na verdade esqueceram que os indígenas aldeados, e os quilombolas, na sua grande maioria não têm parentes, ou até mesmo amigos em cidades, que possam está contribuindo, acolhendo-o. Eu recebo da FUNAI, e muitos outros parentes que estão tentando a graduação, o valor de R$300,00, para custear moradia, transporte, alimentação e material didático, não dar para manter em outros cursos que não exigentes, imagina para quem está fazendo Direito, que são muitos livros, e xerox, e muito caros. E todos sabemos que estudar em universidades públicas não têm como trabalhar devido a grade de horários. E você citou muito bem a questão do ensino que recebemos em nossas comunidades, o governo ainda não atentou para nossas questões de fato, nossa educação é diferenciada, e precisamos de professores indígenas bem qualificados, e não preparam nossos educadores como deveria ser feito, e quando somos obrigados a concorrer aqui fora percebemos o quanto estamos distante da realidade deles. A impressão que se têm, é q o governo agindo dessa forma, nos força a deixar de ser o que somos, pois somos obrigados a adquirir comportamentos que não são da nossa cultura para acompanhá-los, isso na verdade é uma forma de etnocídio. è preciso muita resistência, como falou a parente Renata, mas, ainda bem que isso já está incorporado em nosso SER, pois são 508 de resistência, desconheço quem suportaria tanta violência.

  4. Belíssimo depoimento Yakuy!! Resistência é a palavra de ordem!!Ana Cláudia, nunca desista do seu sonho. Não deixe, em hipótese alguma, ninguém baixar sua auto-estima. Você é capaz de superar-se!! Estudando, sendo autônoma e senhora de sua aprendizagem, você conseguirá chegar onde quiser, onde quiser, amigona. Beijos. Professora Ione Cardoso.

  5. ANA! PARABÉNS PELA MATÉRIA! EU TBM SEI COMO É DIFICÍL PARA NÓS!
    ESTOU NA FACULDADE E NÃO RECEBO BOLSA ALGUMA ME MATENHO COMO POSSO!
    TEM UMA BOLSA PARA AQUELES QUE ESTÃO AQUI NA UEMS EM TORNO DE R$ 300,00 PORÉM ELES DEVEM CUMPRIR UMAS HORAS PARA REPOR ISSO AO GOVERNO DE 12 HORAS SEMANAIS, COMO ESTAGIOS E OUTROS…MAS SOMENTE ALGUNS RECEBEM…O IDEAL SERIA PRA TODOS MAS FAZER O QUE???? É DIFICÍL! FAÇO ENFERMAGEM E MEU CURSO É INTEGRAL E NÃO DA PARA TRABALHAR! O CUSTO FICA ALTO, PAGAR ALMOÇO TODO DIA, XEROX, MATERIAIS PARA AS AULAS COMO JALECO, ESTETOSCÓPIO….NÃO A PAI E MÃE QUE AGÜENTE TANTO GASTO! MAS NEM POR ISSO DESISTO! DEVEMOS SER FIRME!SEMPRE…TOMARA QUE AS COISAS MELHOREM PARA NÓS! VAMOS COLOCAR NAS MÃO DO NOSSO QUERIDO “NHANDEJARA”!

  6. MEUS PARENTES INFELISMENTE ESSA É A NOSSA REALIDADE, EU TAMBÉM SOU UNIVERSITARIO, TO CURSANDO DIREITO, PASSO POR MUITAS COISAS AQUI EM MINAS GERAIS, SEM CONDIÇOES FINACEIRA, SEM APOIO, VAMOS TENTAR MUDAR ISSO, VAMOS CORRER ATRAS,VAMOS PROCURAR A FUNAI EM BRASILIA PEDIR QUE SEJA FEITO UM ENCONTRO NACIONAL DOS UNIVERSITARIOS INDIGENAS PARA QUE POSSAMOS MOSTRAR AS NOSSAS DIFICULDADES PERANTE O GOVERNO.

  7. Ser uma jovem universitária já é um grande desafio nesta vida pra você Ana Claudia com certeza também um grande orgulho para sua aldeia tê la como representante fora dela
    Acredite no seu potencial e verás la na frente tudo que estas passando valeu apena.
    As dificuldades existem para nos tornarmos grandes e fortes nesta vida e assim sera contigo.
    abraços

  8. MINHA PARENTE MAIS UMA VEZ..PARABENS!!!
    QUANDO SE FALA DE EDUCAÇÃO UNIVERSITARIO INDÍGENA,SE FALA DE DIFICULDADES,NÃO É APENAS O FATO DE ENGRESSAR,MAIS SIM DE PERMANECER,NA UNIVERSIDADE HOJE O ESTUDANTE INDIGENA PASSA POR MUITAS CITUAÇOES DIFICEIS,E UMA DAS PRINCIPAIS É BASE.
    QUANTOS PARENTES,SONHAM DE UM DIA PODER CURSAR UMA FACULDADES,QUE MUITAS ATÉ DÃO O ACESSO,MAIS NO ENTANDO,NÃO OFERECE A PERMANENCIA! E AI SURGE A GRANDE PERGUNTA QUEM VAI MANTER ESSES ESTUDANTES INDIGENAS NAS UNIVERSIDADES?E FUNAI DIZ; É RESPONSABILIDADE DO (MEC) O MEC COM VOZ GROSEIRA RESPONDE,É A FUNAI E AI? QUEM PERDE COM TODA ESTA HISTORIA? VAMOS NOS MOBILIZARMOS E BUSCAR POLITICAS PUBLICAS DE INCLUSÃO AOS ESTUDANTES INDIGENAS!!! SIM!! SE FALA QUE TEM O TÃO PROUNI,É VERDADE É OTIMO,VC É COMTEMPLADO MAIS NÃO PODE ENGRESSAR POR CONTA DAS DESPESAS,ADIANTA? DE FORMA ALGUMA.
    PARENTES VAMOS SIM FAZER ENCONTRO DE ESTUDANTES INDIGENAS,VAMOS ARREGASSAR AS MANGAS E LUTAR POR UM DIREITO,DIREITO ESSE QUE É NOSSO.NÃO SE FORMA UM SOCIEDADE JUSTA, QUANDO HA INJUSTIÇA NO MEIO DA SOCIEDADE E NÓS INDIGENAS SOMOS DIFERENTES,POR SOMOS CIDADÃO,DA NATUREZA TEMOS QUE ESTUDAR SIM E MOSTRAR NOSSA SOBERANIA,POR QUE SOMOS O QUE SOMOS, E JAMAIS SEREMOS COMO ELES QUE QUEREM VENDER ATÉ A NATUREZA….QUERO DIZER QUE ESTOU NA LUTA COM MEUS PARENTES PRA QUE TODOS TENHA DIREITO O ACESSO AS UNIVERSIDADES… UM GRANDE ABRAÇO E PODE CONTAR COMIGO NESSA LUTA!!!!!!

  9. Ana pela condições finaceiras eu não digo nada
    mais pelo precoceito só não ligar quando a pessoa tem um sonho ela corre atras sem siportar
    com nada ela só quer saber de um unico objetivo
    que é realiza-lo.

  10. É isso ai!companherada.Vamo se unir,que a coisa tá feia!eu estou cursando odontologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS,e os mesmos problemas estamos enfrentando aqui,em Porto Alegre.A Ufrgs nos ofereceu 10 vagas para estudantes indígenas,no sistema de cotas,estão todas prenchidas por 9 kaingang e 1 guarani.Foi muito difícil a nossa adaptação nessa selva de pedra,atualmente moramos na casa do estudante,com mais de 1000 estudantes não-índio,tem argentino,cubano,uruguaio,angolano,em fim várias raças.Olha só,a Ufrgs é que está nos mantendo,ela nos dá uma bolsa de manutenção todo mês,ela banca com o material dos cursos,principalmente nos cursos de odonto,medicina e enfermagem.Mas esses materias nunca chegam nos prazos estabelecidos,e agente perde alguns dias de aula,os professores ficam desconfiados com agente,eles pensam que estamos fazendo corpo mole,mas sem material,é complicado.Precisamos urgente de ajuda desses órgãos que se dizem resposáveis pelos índios(FUNAI,FUNASA),sem citar outros órgãos que ganham dinheiro ás nossas custas,a funai não pode ficar de braço cruzado,olhando o nosso sofrimento,sabendo que somos carentes de ajuda,é a nossa sobrevivencia que está em jogo e do nosso povo!caso contrario vamos se sempre massacrados,sem desenvolvimento nenhum povo sobrevive.O branco sabe disso,por isso ele estuda,faz faculdade.FUNAI CADÊ VOCÊ. Abraços,companherada.

  11. É isso ai Ana, mas segundo Gersem Baniwá isso vai melhorar, o ano que vem mas é preciso nos organizarmos, eu já tenho graduaçao mas penso nos meus filhos futuramente eles também passarão por uma faculdade. vamos a luta!!!!

  12. Ana como você e muitos outros irmãos nossos, também enfrento muita dificuldades em permanecer na academia,as condições financeiras é o principal motivo por minhas dificuldade, sabemos que não é fácil conviver com um outro mundo de aprendizado, que é a universidade.Precisando de alimentação, xerox, etc. Se para qualquer ser humano que seja já é difícil estudar, imagine para nós que fomos massacrados, humilhados,sem falar que ainda samos em meio a sociedade que vivemos. Mas não baixemos a cabeça seguiremos em frente, em busca de nossos objetivos. Vamos à LUTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!CONQUISTAR NOSSOS IDEAIS.

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