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É muito critico a situação vivida por falta de agua  pelos Indígenas Pataxó Hã Hã Hãe da Comunidade Indígena da Aldeia Bahetá (Recanto das Capivaras, Pau Ferro, Alegrias, Toca da Onça, Recanto das Emas, Bahetá I, Bahetá II, Bahetá III, Bahetá IV, Bahetá V, Bahetá VI e Bahetá VII)  que fica no sul da Bahia. Há vários meses que os indígenas estão sem o abastecimento de água potável que era antes abastecido por carro – pipa, sendo um serviço feito por uma empresa terceirizado pelo DSEI/BA , a região do município de Itaju do Colônia que faz parte do território sul sofre com a estiagem, e as represas que acumulavam águas de chuva já estão todas secas e os indígenas já não sabem o que fazer, pois muitas localidades não tem rio, carecendo do abastecimento de agua pelo carro – pipa que nunca chega.

Em junho do ano de 2011, a Comunidade Indígena Pataxó Hã Hã Hãe da Aldeia Bahetá juntamente com a Associação Indígena Hã Hã Hãe da Aldeia Bahetá e a Coordenação Técnica Local de Itororó – CTL – FUNAI – MJ deram entrada no Ministério Público Federal em Ilhéus contra o Órgão responsável pela administração das verbas públicas destinadas aos índios  na época DSEI/BA/FUNASA/MS, hoje DSEI/BA/SESAI/MS por não fornecer água devidamente tratada. Somente no dia 29 de junho do ano de 2011 com a decisão do MPF – Ilhéus que nos concedeu o abastecimento de água potável, pois o analise feito da água do Rio Colônia pelo INEMA e EMASA de Itabuna constatou alto índice de poluição sem nenhuma condição para o consumo humano, e somente no dia 09/12/2011 aconteceu o primeiro abastecimento de água na Aldeia Bahetá.

Mas agora com a nova  administração do DSEI/BA o abastecimento não esta acontecendo há mais dois meses, mesmo sendo uma decisão judicial que na época o Doutor Procurador Federal Eduardo El Hage fez entender que o não abastecimento por parte do ´´órgão responsável pela saúde indígena seria cobrado R$ 1.000 (hum mil) por dia, por desobediência judicial. A Escola Indígena que funciona dois turnos por dia teve alguns dias de suas aulas suspensa por falta de água, para não ficar mais dias sem aulas, os alunos e professores tiveram que ir pegar água do Rio Colônia para ser preparada a merenda e para os alunos beberem. O rio Colônia é super poluído, é um risco a saúde do ser humano quando consumida sem nenhum tipo de tratamento.

Até a bomba d’água que joga água para as casas da Aldeia Bahetá I onde moram 8 famílias e onde fica a Escola com mais de 50 alunos em dois turnos apresenta problema diariamente, pois a engenharia feita na época (2001) quando o rio ainda era caudaloso, hoje o nível do rio baixou bastante e a bomba chega a captar água com lama e areia, apresentando vários problemas elétrico deixando todos sem agua, esmo sendo essa agua poluída, o AISAN  da aldeia foi aconselhado a aprofundar o local onde o cano de captação puxa água, mas de nada adianta, pois o local é muito raso e cheio de lama, pois o rio não tem volume de agua forte para arrastar a lama. O cacique da Comunidade tem entrado em contato com os responsáveis do Saneamento Básico dentro do Pólo Base de Ilhéus e no DSEI/BA em Salvador Doutora Tania, e o senhor Paulo, mais conhecido como “Paulinho” mostra vontade de resolver o problema, mas não é ordenador de despesas e informou que esta esperando a liberação de uma sobra de  suplementação do Pólo Base de Juazeiro do Norte para comprar uma chave que liga e desliga a bomba, já a Doutora Tania atendeu uns dos telefonemas do cacique Akanawan Baênã Hã Hã Hãe Txitxiáh  (Reginaldo Ramos dos Santos) onde o mesmo pediu a ela que retornasse a ligação, pois é caro uma ligação de celular para telefone fixo e era relevante informa – lá sobre a real situação sobre  a falta de água na região, já que a mesma é engenheira responsável pelo Saneamento Básico Indígena no Estado da Bahia, segundo o cacique ela disse que retornaria, mas não ligou.

A título de informação fica aqui mais uma vez registrado o grito de socorro por água, que não é cabível que ainda nos dias de hoje perecemos por falta de água, pois pode faltar água potável  para o nosso consumo, mas dinheiro para contratação de serviços para o fornecimento de água para as comunidades indígenas com certeza não falta. Enquanto isso, estamos bebendo água bruta e suja, dividindo com os animais.

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