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O evento

Neste mês de agosto a prefeitura da cidade de São Paulo, em parceria com a secretaria da educação, realiza o Agosto Indígena. O evento conta com oficinas e palestras ofertadas por membros dos povos indígenas que vivem em São Paulo.

Segundo informado pela Secretária da Educação, “o objetivo é propiciar a formação de educadores, gestores, equipe técnica e demais profissionais da Educação sobre a temática indígena, além de proporcionar aos educadores experiências que possibilitem aprofundar a reflexão a respeito das Histórias e Culturas Indígenas” com uma programação a qual tem como propósito “promover reflexões sobre o protagonismo e a visibilidade das diversas etnias na cidade de São Paulo. Pela primeira vez, representantes de nações indígenas realizam formações nas escolas, gerando impacto na comunidade escolar”.

Em conversa com alguns membros da organização do evento, acredita-se que essa iniciativa terá continuidade nos próximos anos. A programação completa está disponível no site da prefeitura de São Paulo e da Secretaria de Educação Municipal.

Depoimento do autor

O primeiro Agosto Indígena foi realizado em 2014 e infelizmente não tive a oportunidade de participar, porém, agora em 2015, tive a oportunidade de apresentar, em parceria com meu irmão, um pouco da cultura Potiguara. Essa iniciativa é de grande importância para os povos indígenas, pois é um grande passo para eliminar da sociedade o estereótipo (a visão fantasiosa) que índio parou no tempo, só vive no mato, só anda pelado, usa uma peninha na cabeça e etc. Além de dar início a execução da lei 11.645 de 2008, a qual regulamenta a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena em todos os níveis de ensino, o evento promove a conscientização dos agentes do saber (professores) em relação à realidade indígena: nossas lutas, histórias, violências sofridas, genocídio e massacres (que ainda ocorrem) contra “nós” povos originários do Brasil e também contra os afrodescendentes.

O Agosto Indígena contribui de forma significante para que esses agentes do saber possam trazer para a luz a parte da nossa história que está oculta em muitos livros, deixando claro para todos os cidadãos brasileiros que nosso país não foi descoberto, mas sim, invadido, colonizado e manchado de sangue. Creio que a partir do conhecimento da verdadeira história do nosso país, poderemos dar continuidade a construção de forma solida da nossa nação, sem tetos de vidro, sem medo, e com transparência. Uma nação onde os representantes políticos lutarão por um ideal que cuidará e conservará uma sociedade justa, pois hoje se fala bastante em construções que nunca se concretizam devido à negação da identidade histórica do nosso verdadeiro eu.

 

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