Esta matéria fala sobre os pankararus que moram em São Paulo, principalmente na “Real Parque” uma grande favela de alta pobreza que muitos pankararus habitam porque pensaram que era melhor lugar para morar.
Muitos chegaram lá na década de 80,90… E até hoje alguns estão lá.
Todos eles falam das dificuldades que passavam por lá, na grande favela de São Pulo e que sentiam muita saudade da terra em que nasceram. Muitas pes-soas importantes daqui, em péssimas condições, alguns levaram pequenas lem-branças da aldeia como, um pequeno praia feito de croá e garrafa de cerveja, que forma uma pequena imagem de uma antiga tradição de artesanato pankararu. Nas grandes cidades, os pankararus não conseguiam se locomover direito, com vários carros passando pela pista, sem olhar o sinal já sofreram até acidentes, mas volta-ram para Pernambuco.
Alguns ficaram pouco tempo em São Paulo mais ou menos 2 meses, não agüentaram viver por lá, porque nunca tinham andado na cidade grande e volta-ram,
Fizeram imgens de vários lugares da aldeia. A “feira livre do Brejo dos Padres e mostraram filmagens antigas de praiás em 1938.
Falavam de suas riquezas, curiosidades e dificuldades com o problema da encanação da água. Eram tantas as encanações que o volume das fontes baixavam, muitos que não tinham água fácil, tinham que percorrer quilômetros para chegar às nascentes de água com “jumentos “de carga”.
Alguns pankararus em São Paulo não tinham condições pra voltar para Pernambuco, Porque não tinham emprego, outros queriam ficar em São Paulo porque gostaram de lá, e também por causa dos parentes e amigos que não tinham visto há muito tempo. Muitos PANKARARUS reclamavam com a “FUNAI” por causa das codições de saúde para conseguir alguns pontos de saúde pra o lugar seja bom para todos.

hemanuel.manu@hotmail.com

Comentários via Facebook
COMPARTILHAR

4 COMENTÁRIOS

  1. Existem muitos de nossos irmãos morando nas grandes e pequenas cidades. mas o q importa é que eles não escondem a nossa identidade, a nossa origem. É lamentavel q não são todos. Essa matéria retrata uma ilusão que até hoje estão na mente de nossos parentes, que os mesmos se arrependem quando estão passando por dificuldades. Essa matéria serve como reflexão para quem sonha em procurar um emprego fora de nossa aldeia.

  2. Seria muita pretensão ou inocência querer que não tivesse índios em favelas de São Paulo ou outra métrópole brasileira ou mundial. Tem índio, tem mineiro, tem carioca, tem bahiano, tem pernanbucano, alagoano, sergipano e tem até paulista mesmo. Gente, o importante é que haja solidariedade não só entre povos de uma mesma etnia, de um só estado ou cidade. É preciso união entre todos que sofrem os mesmos problemas, as mesmas angústias. E os que não sofrem isso diretamente, sofrem vendo o irmão sofrer. Épreciso que cada um se orgulhe de sua orígem, a preserve e a divulgue. Viver em paz, pensamento na fé, sem preconceito e com muito amor.

  3. Eu nasci na Aldeia Brejo dos Padres, estou em São Paulo desde os meus 6 anos, aprendi a viver na cidade grande, aprendi a lidar com os movimentos, a única coisa que não aprendi é deixar de lutar pelos nossos direitos enquanto indigenas.
    Essa é uma realidade que na verdade vem ocorrendo desde a decada de 40/50, quando os primeiros migrantes pankararu vieram para São Paulo, temos dificuldades como em qualquer lugar, mais a força de vontade e a fé nos encantados nos dão forças para perscistir a luta.
    Hoje estou formado como varios outros pankararu, e vários outros que estão se formando em diversas areas.
    A cidade é ilusória, mais temos que vencer os obstaculos. Tenho muita saudade da nossa aldeia e do nosso povo, mais temos que continuar a preservar nossa cultura independente de onde esteja-mos.
    Parabéns parente pela matéria.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here