Moro na Aldeia,
E nunca vou sair.
Nela nasci e me criei,
E nunca vou desistir.
De mostra minha cultura,
Pra muita gente por ai.

A vida na Aldeia,
É de pura harmonia.
Nela tudo você pode ver,
Principalmente a alegria.
Pois ela estar em nossa volta,
Seja noite seja dia.

Quem mora na Aldeia,
Tem sempre uma história pra contar.
Coisas do passado,
Que temos que recordar.
Pois já passamos por tudo nessa vida,
Pra aqui hoje estar.

O índio já sofreu muito,
Brigando pelo respeito.
Implorando para a justiça,
coisas que nunca deu jeito.
Que a terra seja demarcada,
Pois temos o direito.

Todos têm que entender,
Que somos os donos da terra.
Pois o índio fora dela.
É como a arvore sem a serra.
Só queremos viver em paz,
E não viver em guerra.

Dentro da Aldeia,
Temos muito que mostrar.
Nossas culturas e tradições,
Temos que carregar.
Pois faz parte da nossa vida,
Como se fosse a areia e o mar.

Autor: Edmar Batista de Souza ( Itohã Pataxó )

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4 COMENTÁRIOS

  1. Muito lindo seu poema, Itohã Pataxó, me senti feliz em ler que o coração do povo indígena pensa em perdão e paz, depois de tudo que passaram. Força para sua luta.

  2. O povo indigena vem sofrendo perseguições de longa data. Está mais do que na hora, de as autoridades darem um basta nisso. O poema traz implícito, o desejo de paz que o índio traz no peito.

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