Tudo começou, na década de 90, onde ela se revoltou com a exploração e a descriminação que seu povo estava passando, daí então ela entrou em uma eterna batalha, procurando melhoria não só para seu povo mais para todos os povos indígenas.
Batalha essa que muitas vezes foi ameaçada de morte por poceiros e fazendeiros, que não aceitavam devolver nossas terras. Muitas vezes ela tinha que se deslocar de nossa aldeia escondida por causas das ameaças de morte.
Mesmo com tudo isso se passando, ela não desistiu de seu objetivo. Vendo que sozinha não iria ter êxito, decidiu de certa forma ensinar os jovens a batalhar pelos seus objetivos e lutar pelo bem da união, onde despertou no coração de cada jovem o espírito guerreiro que ela levava com ela em cada batalha que ela ganhou e perdeu.
No dia 11 de outubro de 2006, foi um dia de grande tristeza para todos os povos indígenas de todo Brasil, pois avia ido para sempre a nossa eterna guerreira, (MANIHA XUCURU). Mais sempre estará viva no coração de todos em forma de: força, coragem, garra, entusiasmo e principalmente em forma de protesto e esperança.

Kawyanã 18 anos
Idyarony 15 anos
Tanawy 18 anos

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4 COMENTÁRIOS

  1. Eu não conheci a Maninha pessoalmente, mas li sobre sua trajetória. É uma irreparável perda para o movimento indígena nacional. Maninha Xucuru foi até seus últimos dias de vida uma grande guerreira, batalhando pelos direitos de seu povo, dos povos indígenas do Nordeste e do Brasil.Nos anos 90, Maninha presidiu a Comissão Indígena Leste-Nordeste; depois, em 1994, promoveu, junto com outras lideranças, a criação da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), que coordenou até 2005. Por esta trajetória, ela foi indicada para fazer parte da lista de 52 brasileiras indicadas pelo Comitê do Movimento Mil Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz 2005, junto a outras lideranças. Que a ida de Maninha, possa dar vida a muitas outras jovens guerreiras Xucuru, que se levantem para continuar sua caminhada. Meu abraço ao povo Xucuru.

  2. Eu não tive o previlegio de conhecer Maninha Xucuru, mais pelo que eu li pude notar o seu interesse para o bem do povo indigena, mostra como mesmo no mundo em que vivemos aida existi pessoas que se preocupam com o bem estar das outras.
    Ela é um exemplo para cada um de nós, “devemos fazer o bem sem olhar a quem”.
    Mesmo com a sua “partida” temos a certeza de que jamais os povos indigenas esquecerá-se dela pois ela conseguiu fazer o que antes ninguém conseguiu, que o povo indigena, lutasse pelos seus direitos.
    Temos a certeza de que ela estará no coração de cada um deles, pois assim como ela os amou eles também a amam.

  3. Ela continua conosco.Mesmo não estando mais neste mundo, ela batalha lado a lado de sua tribo.E surge então uma nova guerreira ÍNDIA POTIRA WINKEL que lutará incessantemente pela causa indígena no Brasil e no mundo.

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