A CONSTRUÇÃO CIVIL

Contam os mais velhos da tribo, que em 1942 começou a construção da Estrada de Ferro em Porto Real do Colégio, entre as empresas empreiteiras era a COLIÊ, foram contratados vários indígenas entre eles : Antônio Cruz, Salvelino Barbosa, Sebastião Ribeiro e Pitonho etc. Esta fase deu início das empresas da construção civil na Aldeia Kariri-Xocó, em 1970 veio a COENGE, para a construção da BR 101, a Construtora Andrade Gutierrez encarregada de erguer a ponte. Estas empresas fizeram da Fábrica de Beneficiamento de Arroz desativada, seu escritório e acampamento na “ Rua dos Índios “, muitos indígenas aprenderam ofícios de carpinteiros, pedreiros, armadores, serventes, mecânicos, operadores de máquinas, encarregados, cozinheiros, vigilantes e serventes. Após o término das obras de construção da BR 101, estas empresas foram embora do município, os indígenas viajavam em busca de trabalho em Aracaju-Sergipe, Maceió-Alagoas, Goiás, Recife, Salvador, atuando na construção civil. Agora com uma nova profissão, os indígenas eram contratados pelas empresas COAB, Queiroz Galvão, CELI, CENGEL, URANO, Góis Coabita e muitas outras, para construção de edifícios, pontes, Shoppins, Casas, Estradas e Rodagens. Outros indígenas trabalharam no DNER, Departamento Nacional de Estradas e Rodagens, na empresa F Texeira, trabalhando homens e mulheres, tiveram índios que aposentaram-se nesta atividade; foram os senhores : Elpídio Filintro Pirigipe, Amarílio Francisco, Edivaldo de Aquino e outros. Queremos registrar esses fatos por os indígenas serem contribuidores da construção deste país. Nhenety Kariri-Xocó.

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