Há anos a coordenação do DSEI-PE, pleiteava a saída do Pólo Base Pankararu da terra indígena.

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A Nação Pankararu não concorda com a saída do mesmo, lutam pela  sua permanência  .

 

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Aos 23 de Abril de 2013, pneu queimado na porta do pólo Base pankararu, fez os funcionários terem um raciocínio rápido e rapidamente levaram todos os equipamentos , levam para  um local desconhecido, pois nós Povo Pankararu não sabemos onde o mesmo se encontra. Estamos a mercê  da sorte,  sem saber a quem recorrer .

 

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Antes tinha vigilantes durante o dia  e a noite, atualmente tem 2  vigias , mas só trabalham durante o dia, se o problema  era a  noite, por que ficou a deriva?

Quem é o culpado disso ? somos nós  indígenas ou a má administração?

 

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Nós indígenas estamos nos organizando para lutar pelo que é nosso, para isso estamos dispostos a ir até a ultima instancia.

 

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A quem  interessa a destruição de um patrimônio adquirido por uma luta, por uma conquista nossa? Pois não interessava  nação Pankararu  destruir algo que tem o objetivo de contribuir para o bem de todos.

 

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Não podemos nos prejudicar por tal fato, uma Nação ser prejudicada por um ou duas  pessoas …

Por que a policia já veio com  mandato de retirada dos bens  e  programado para retirada ?  Já que nós como membros da comunidade fomos acordados as 2 da manhã para sermos avisados de tal incidente e como não fomos avisados que a administração do polo iria sair das terra indígena Pankararu de imediato?

 

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Qual o interesse da gestão do polo base com a retirado da administração para a cidade?

A justificativa do Srº Antonio Fernando  da silva  é que a energia não suporta o funcionamento dos equipamentos , a falta de segurança no prédio e também os funcionários não conseguem trabalhar com o povo perturbando, ou seja, o povo cobrando medicamentos, encaminhamentos, passagens, transporte, informações etc. Quer dizer que não temos o direito de reivindicar?

 

 

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Essas questões  não justificam a saída do polo, e fogo em pneu tambem não justifica a saída de  imediata do pólo…

 

Patrícia Pankararu

 

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5 COMENTÁRIOS

  1. Realmente é lamentável saber que meia duzia possa ter cometido esse crime de degradação do patrimônio publico, pois foi a conquista de uma comunidade, um povo e não de apenas um individuo. Por tanto esse “cidadão” que ateou fogo em partes do Pólo, precisa rever seus conceitos, pois não vai ser destruindo uma conquista que vamos conseguir algo.
    Sei que muitas vezes a emoção e revolta nos domina, mais precisamos fazer uso da Razão e lutar cada vez mais para a melhoria e reforma.
    Se a Administração ou Gestão não está bem, temos que nos recorrer pelos meios legais para mudar isso.
    Por outro lado, a Administração ou Gestão do Pólo está se retirando de dentro da reserva, não é por apenas ter “enchimento de saco” da comunidade, mais sim por não aguentar mais as reivindicações solicitadas que temos por direitos conforme rege a nossa Constituição Federal.
    Então seus bandidos, negligentes de direitos está ai alguns Artigos para que refresque a memória de vocês, pois o que vocês da Administração ou Gestão, não estão fazendo pra nós um favor, e sim fazendo valer um direito nosso a Saúde Universal.

    “Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e
    econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e
    igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
    Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor,
    nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita
    diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.
    Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e
    constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes:
    I – descentralização, com direção única em cada esfera de governo;
    II – atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços
    assistenciais;
    III – participação da comunidade…”

    O Povo Unido já mais será vencido, pois aonde há União se tem força para lutar e ninguém pode mais que Deus.

    Att

    Edcatlos (Carlinhos – Pankararu) SP

  2. Acredito que esse não é motivo da saída do Polo Base para a cidade. O que se deve pensar e fazer é reconstruir instalando câmeras nos quatro lados do Polo Base e nas regiões internas e os Vigilantes trabalharem pelo dia e principalmente a noite. Sendo assim, o Polo terá mais segurança garantindo seu funcionamento aqui dentro da aldeia. Espero que antes de qualquer notícia da reconstrução, da permanência ou o aparecimento de outros problemas; o nosso povo Pankararu tem direito de saber, opinar e reivindicar do que é de direito. Só tenho uma palavra a dizer: “UNIÃO”.

  3. Um polo para atender os indigenas deve estar localizado no melhor lugar para atender os indigenas. Obvio que o melhor lugar é a aldeia!
    Se falta agua ou eletricidade, deveria se trabalhar para ter agua e eletricidade e asegurar tambem esse direito para os indigenas e nao fugir!!!

  4. Oi queridos e amados irmãos leiam com atenção.

    A Assembléia Geral proclamam

    A presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.

    Artigo I

    Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.

    Artigo II

    Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

    Artigo III

    Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

    Artigo IV

    Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.

    Artigo V

    Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

    Artigo VI

    Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como pessoa perante a lei.

    Artigo VII

    Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

    Artigo VIII

    Toda pessoa tem direito a receber dos tributos nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.

    Artigo IX

    Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.

    Artigo X

    Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.

    Artigo XI

    1. Toda pessoa acusada de um ato delituoso tem o direito de ser presumida inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.
    2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Tampouco será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.

    Artigo XII

    Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.

    Artigo XIII

    1. Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.
    2. Toda pessoa tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.

    Artigo XIV

    1.Toda pessoa, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países.
    2. Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos propósitos e princípios das Nações Unidas.

    Artigo XV

    1. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade.
    2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.

    Artigo XVI

    1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer retrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.
    2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.

    Artigo XVII

    1. Toda pessoa tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.
    2.Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.

    Artigo XVIII

    Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

    Artigo XIX

    Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

    Artigo XX

    1. Toda pessoa tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas.
    2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

    Artigo XXI

    1. Toda pessoa tem o direito de tomar parte no governo de seu país, diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.
    2. Toda pessoa tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.
    3. A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.

    Artigo XXII

    Toda pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social e à realização, pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.

    Artigo XXIII

    1.Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.
    2. Toda pessoa, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.
    3. Toda pessoa que trabalhe tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.
    4. Toda pessoa tem direito a organizar sindicatos e neles ingressar para proteção de seus interesses.

    Artigo XXIV

    Toda pessoa tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e férias periódicas remuneradas.

    Artigo XXV

    1. Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.
    2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social.

    Artigo XXVI

    1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
    2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
    3. Os pais têm prioridade de direito n escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.

    Artigo XXVII

    1. Toda pessoa tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do processo científico e de seus benefícios.
    2. Toda pessoa tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor.

    Artigo XVIII

    Toda pessoa tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.

    Artigo XXIV

    1. Toda pessoa tem deveres para com a comunidade, em que o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.
    2. No exercício de seus direitos e liberdades, toda pessoa estará sujeita apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer às justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.
    3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos propósitos e princípios das Nações Unidas.

    Artigo XXX

    Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos. Oi gente sou eu: Miguel Pankararu a disposição da justiça. Erguem suas cabeças e deem seus gritos de guerra mesmo que seja: Socorro , piedade, help, ai.

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