A longa jornada dos estudantes indígenas que estudam na cidade fazendo algum curso técnico, mas principalmente o nível superior é muita dura. Primeiro que quando passamos no vestibular,é uma maior alegria  para um pai de família, mas o que duro na vida de um estudante não é você passar no vestibular, e sim a pessoa se manter para concluir o curso. A primeira coisa a se pensar quando passa no vestibular é com quem vou morar na cidade ? com meus tios, parentes, conhecidos. Mas se o indígena não tiver nenhum parente , como vai ser. Será que os pais tem condição de bancar o filho na cidade todo os meses, durante e no máximo 5 anos  na Universidade. Pois eu digo que não, na maioria de nossos pais não tem emprego ainda vivem de roça, auto-sustentação. Alguns tem emprego e mesmo assim não dar para sustentar nem direito na aldeia, ainda mas na cidade, mas o pouco que tem ajudam bastante.

indios makuxis e wapichanas

A funai  aqui em Roraima  dispõem de uma ajuda de custo de duzentos e quatorze reais, mas é muito pouco, dar apenas para pagar o aluguel, pois o mesmo é de no mínimo duzentos reais e mais a luz, mais a água  e principalmente a alimentação que vai dar equivalente uns 350 reais no mínimo, e dentre as outras coisas como as apostilas para comprar para estudar, para quem tem parente na cidade não gasta tanto, ao contrário de quem não tem.

Mas a vida de um estudante é  assim, você tem que batalhar para para conseguir  o que quer, mas nessas batalhas batalhas alguns companheiros desistem, trancam o curso, pois a jornada é dura. E para vencer você tem conciliar trabalho com estudo, ou tentar conseguir alguma bolsa pela universidade. E por fim o que nos resta, é a união entre nós indígenas  dentro da universidade, para  melhorar nossa politica dentro da mesma, para melhorar o desenvolvimento dos cursos.

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Rodrigo Makuxi Meu nome e Rodrigo Diego dos santos,do povo macuxi terra indigena raposa serra do sol, da Organização ALIDICIR, da comunidade são jorge, graduando no 6 semestre do curso de História -Licenciatura e Bacharelado,na Universidade Federal de Roraima,e membro do projeto maruwai pela UFRR, membro do Centro acedemico de História

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