O barro é encontrado na aldeia perto de Mirandela. Os artesãos vão em grupo com amigos e família, com animais ou trazem na cabeça num saco. Para cavar o barro, os mesmos levam cavadeira ou chibanca porque o barro é duro. Quando chegam em suas casas, o barro é amassado com uma pedra. Depois de amassado, colocam água e deixam de molho durante a noite. No dia seguinte, o artesão amassa mais uma vez para fazer potes, panelas, arribés, moringas, pratos , tijelas, etc. Depois de feitos, durante o dia, os objetos são observados para alguns consertos. Depois de secos, os objetos são raspados para serem pintados com o tauá amarelo ou não. O artesão deixa secar a tinta e alisa com uma semente conhecida como mucunã. Depois de alisados, os objetos são novamente pintados; desta vez, são os detalhes com o tauá vermelho, amarelo, preto e outros. Depois de tudo pronto, os artesãos vão buscar lenha para ser colocada no forno para queimar os objetos. O forno é construído com barro, tijolo e cipó do mato, por duas ou mais pessoas da aldeia que tiveram a possibilidade de aprender com um artesão mais velho como Vital Luiz de Sousa.
As sementes são encontradas na aldeia não é durante todo o ano para fazer os objetos que são: maracás, colares, pulseiras, brincos e outros. Precisamos usar a agulha e linha encontradas nas cidades próximas da aldeia.
A fibra é encontrada também na aldeia. Mas, para fazer o artesanato de fibra, os artesãos vão buscar pindoba nas pindobeiras nas suas roças. Quando eles chegam a suas casas, retiram da pindoba a fibra ou deixam reservando dentro de um vasilha com um pouco de água para ser retirada a fibra no dia seguinte. Quando a fibra é retirada da pindoba, é colocada em local onde a mesma pode receber a luz do sol e, quando estiver seca, o artesão faz cordinhas para fazer as peças como sutiãs, tangas, tranças, redes, bolsas, cestas e os bogós. Não é preciso fazer cordas para a fabricação de esteiras, vassouras e abanos.A madeira é encontrada na própria aldeia, na Serra do Sacão ou em outros lugares. São vários tipos: angico, jatobá, jurema e outras. O artesão tira o galho de uma árvore e um galho de outra para não que elas não morram. Os objetos de madeira produzidos pelos artesãos são: machados, bordunas, arcos, flechas, colares, prensas e rodos de casa de farinha., e cabos de ferramentas de trabalho de roça.
Os cipós são vários: timbó, cururu, caititu, cipó branco e o de canudo. São todos encontrados na aldeia. O timbó não é encontrado em todo lugar e são raízes de uma trepadeira conhecida pelos Kiriri como folha de fonte por ser uma planta encontrada em maior quantidade no lugar chamado Olho d´agua ou em lugares de árvores de porte médio, em terra fértil e área arejada e clima adequado a esta espécie. Cada cipó tem sua forma de preparar e é usado para fabricação de certos objetos. O cipó cururu é encontrado em terreno produtivo, de plantação, Com ele se faz caçuás, cestas grandes, cestas de feira e samburá. O cipó caititu é facilmente encontrado em toda a aldeia. Com ele se fazem os mesmos objetos dos outros mas tem que ser mais preparado. O cipó branco é difícil de ser encontrado, é material mais resistente e mais caro para a venda. O cipó canudo tem que ser tirado verde, depois raspado; é utilizado na fabricação de cestas de alça.

yamke kiriri
yamkekiriri@hotmail.com

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3 COMENTÁRIOS

  1. Muito boa a materia! Adorei ler os detalhes….O processo, o nome das coisas… Quando puder bote uma fotos grandes de diferentes peças!!!! e de uma ideia dos preços… e telefone para contato!!!

  2. tudo isso faz parte da cultura indigina que pena que meu povo perdeu essa . minha vo fazia so que eu era muito pequeno e nao aprende mas poir onde eu vou gosto de sempre compra e trazer para minha cidade cultura de povos indigina deferentes meus parabens

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